Área é equivalente a dois campos campo de futebol.
Militares
do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) estiveram na tarde da última terça-feira
(26) no município de Ibateguara, interior de Alagoas, acompanhados de
um engenheiro florestal do Instituto do Meio Ambiente (IMA). Eles voltaram ao
local onde, no ultimo sábado (24), foi descoberto um desmatamento.
As equipes
fizeram um auto de constatação, medida que faz o levantamento do impacto
ambiental causado por atos contra as vegetações. Segundo o IMA, o responsável
pela área, além da multa a ser aplicada, também pode responder por crimes
ambientais.
No último
sábado, o BPA descobriu, no povoado Bananeira do Lelé, zona rural do município,
várias toras de madeira que haviam sido cortadas de uma floresta nativa na
região. A área desmatada corresponde aproximadamente a dois campos de futebol.
Diante do
caso, os militares expediram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO)
relativo a estocagem. Como não houve flagrante do desmatamento, os policias
ambientais elaboraram o Boletim de Ocorrência do desmatamento, que será
encaminhado posteriormente ao Ministério Público Estadual (MPE). Também foi
apreendida uma motosserra que havia sido utilizada no corte das árvores.
Ao IMA,
cabe apenas a chamada punição administrativa, a multa. Segundo o órgão,
a penalidade não é cumulativa, e deve ser aplicada sobre a quantidade da
madeira retirada ou sobre a área desmatada. Por isso, é preciso colher o maior
número de informações e definir qual que melhor traduz o dano ambiental causado
na área.
Para fazer
esse levantamento, toda a área desmatada será demarcada com a ajuda de
aparelhos eletrônicos, percorrendo os lugares que apresentam árvores no chão.
Em outra parte da encosta, os ambientalistas puderam observar mais áreas
devastadas.
“Aqui só
restaram resquícios de mata atlântica, vegetação que antes foi tão nobre, tão
gigantesca e que trazia tanto bem para nós”, lamentou o sargento do BPA
Fernando Calado.
A área
desmatada fica a dez quilômetros de Ibateguara, próxima a divisa com Pernambuco. As avaliações
do IMA mostram que a vegetação já tinha sido degradada, mas estava em processo
de regeneração há aproximadamente dez anos. Os militares identificaram vários
pés de bananas plantados na área, o que pode ser a razão do desmatamento.

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