Segundo relatório, nações africanas aumentaram exportação para Ásia.
Relatório
publicado nesta quinta-feira (29) pela Agência de Investigação Ambiental,
organização não governamental do Reino Unido, aponta que a China é o pais que
mais importa, exporta e consome madeira do mundo, além de ser o principal
responsável pela destruição das florestas tropicais.
De acordo com o documento, enquanto na última década os Estados Unidos e a União Europeia tomaram medidas contra o desmatamento ilegal, a China passou a comprar quantidades crescentes de madeira de origem duvidosa.
De acordo com o documento, enquanto na última década os Estados Unidos e a União Europeia tomaram medidas contra o desmatamento ilegal, a China passou a comprar quantidades crescentes de madeira de origem duvidosa.
“Entre 80%
e 90% das árvores derrubadas em Moçambique (na África) têm como destino final a
China”, afirmou Julian Newman, diretora da ONG britânica. Ela disse ainda que
44% do volume importado é destinado para empresas públicas. Segundo o
relatório, a demanda interna do país é o principal fator de alta das
importações de madeira.
Além disso,
a ONG aponta que atividades ilegais de extração madeireira estão se movendo
para diversas regiões do mundo, como Madagascar, Serra Leoa, Tanzânia, Gabão,
Guiné Equatorial e Congo. Mais da metade das importações chinesas são
provenientes de países como Birmânia, Papua Nova Guiné e Moçambique.
Em setembro
deste ano, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), em
parceria com a Interpol divulgaram que até 90% da exploração madeireira
realizada nas florestas tropicais do planeta são feitas pelo crime organizado.
As
organizações afirmam que grupos criminosos estariam utilizando táticas para
movimentar a cadeia madeireira e descrevem 30 formas engenhosas aplicadas para
aquisição e "lavagem" de madeira ilegal.
Métodos
primários incluem falsificação de licenças de corte, subornos para obter
licenças, além de invasão ilegal de sites do governo para obter registro de
concessões ou alterar licenças ambientais.
Por conta disto, foi criado um projeto piloto, financiado pelo governo da Noruega, para desenvolver um sistema internacional de combate ao crime organizado. São vários objetivos, mas entre os principais estão o fortalecimento das investigações nacionais e a centralização da concessão de licenças ambientais, o que facilitaria a transparência.
Além disso, haveria a classificação das regiões geográficas consideradas críticas, com o intuito de restringir o fluxo de madeira e outros produtos, além de incentivar investigações de fraude fiscal, com foco em plantações e usinas.
Por conta disto, foi criado um projeto piloto, financiado pelo governo da Noruega, para desenvolver um sistema internacional de combate ao crime organizado. São vários objetivos, mas entre os principais estão o fortalecimento das investigações nacionais e a centralização da concessão de licenças ambientais, o que facilitaria a transparência.
Além disso, haveria a classificação das regiões geográficas consideradas críticas, com o intuito de restringir o fluxo de madeira e outros produtos, além de incentivar investigações de fraude fiscal, com foco em plantações e usinas.
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