Mais de 200
agentes buscam quadrilha que atua em postos de vistoria.
São 41 mandados de prisão e 67 de busca e apreensão.
Agentes da
Corregedoria do Detran, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime
Organizado (Gaeco) do Ministério Público e da Polícia Civil realizam, na
manhã desta terça-feira (25), a operação Asfalto Sujo, que visa capturar
integrantes de uma quadrilha que atua em, pelo menos, quatro postos de vistoria
do Detran. Até as 9h10, 35 pessoas haviam sido presas, de acordo com o
Ministério Público.
Segundo a
Polícia Civil, foram expedidos 41 mandados de prisão contra funcionários,
ex-funcionários, despachantes e zangões, que, segundo denúncia, recebiam
propina para realizar vistorias de licenciamento anual, transferências de
propriedade de veículos e emissão de documento de maneira irregular. Além
disso, a ação visa cumprir 67 mandados de busca e apreensão nos postos.
Entre os denunciados
estão o chefe do Posto de Campos e o subchefe do Posto de Itaboraí. Além
dos 41 denunciados pelo crime de formação de quadrilha e corrupção, outras dez
pessoas vão responder por crimes isolados. Ao todo, o Ministério Público
decidiu afastar 47 funcionários do Detran e despachantes públicos registrados.
Os agentes
procuram os acusados desde as 6h no Rio de Janeiro, em Itaboraí, São
Gonçalo, Niterói e Tanguá, na Região Metropolitana, em Rio
Bonito e Cachoeiras de Macacu, na Região das Baixadas Litorâneas, em Magé e Duque
de Caxias, na Baixada Fluminense, em Campos e São Fidélis, no Norte
Fluminense, e Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense.
As
investigações começaram há cerca de seis meses, após denúncia de que a
quadrilha agia desde julho de 2009 e tinha lucro mensal em torno de R$ 200 mil,
com fraudes como a "vistoria fantasma", em que documentos referentes
a vistoria do veículo eram emitidos sem que ele fosse levado ao posto do
Detran. Além disso, os criminosos realizavam vários outros crimes.
A quebra de
sigilo telefônico dos investigados foi quebrado, conforme autorização da
Justiça, e foram monitoradas 60 dias de ligações. Através dessa prática, foi
constatado que os envolvidos no esquema recebiam propina que variava entre R$50
e R$1,2 mil para fazer vista grossa em vistorias.

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