Leilões de petróleo e novo porto recolocarão Macaé na rota do crescimento

O prefeito de Macaé e presidente da Organização dos Municípios
Produtores de Petróleo (Ompetro), Dr. Aluizio, destacou a importância
 dos dois fatores, que irão contribuir para o retorno dos empregos.
Fotos: Angel Morote / Arte ROjornal
Medidas irão favorecer a atração de novas empresas e retorno da exploração
A expectativa da retomada do crescimento de Macaé tem duas notícias positivas. A primeira trata-se da rodada de leilões de petróleo, prevista para acontecer no final do ano, que deve despertar o interesse de investidores na Bacia de Campos com a abertura do mercado para novas explorações. A segunda é a mudança na legislação da Área de Proteção Ambiental (APA) Municipal do Arquipélago de Santana. O raio de 15 quilômetros foi reduzido para quatro quilômetros, assegurando a liberdade de navegação e fundeio das embarcações. Com isso, a implantação do Terminal Portuário de Macaé (Tepor), no bairro São José do Barreto, está sem impeditivos.

O prefeito de Macaé e presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), Dr. Aluizio, destacou a importância dos dois fatores, que irão contribuir para o retorno dos empregos.

- A cidade, que nos últimos 40 anos foi o palco do trabalho, voltará a ter sua economia aquecida em 2017. Novas empresas terão interesse em investir na região, com o retorno da exploração. Além disso, agora não há mais entrave ambiental para que o porto se instale em Macaé. É preciso que a gente volte a viver um momento de tranquilidade para o trabalhador macaense. E isso envolve outros setores, como segurança - já aprovamos nossa Delegacia de Homicídios e conseguimos fazer uma nova sede para a Polícia Federal - e infraestrutura, buscando atrair novas empresas e ser o que Macaé sempre foi, a cidade que emprega. Outro fator positivo é a Brasil Offshore, feira internacional de petróleo, que está na nossa porta. Será a feira da mudança e atrairá negócios que possam garantir uma nova era - avalia o prefeito.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Gustavo Wagner, a flexibilização da legislação brasileira é um avanço no cenário de desenvolvimento. "A gestão municipal tem discutido com o governo federal a legislação e as mudanças necessárias para que os investimentos, no setor de petróleo e gás, retornem. A principal preocupação é com a recuperação das vagas de emprego no município", frisa o secretário.

O consultor da Secretaria Adjunta de Políticas Energéticas, Sérgio Coelho, afirma que Macaé já apresenta sinais de mudanças com o anúncio, pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), do calendário de Rodadas de Leilões, sendo quatro ainda em 2017 e seis entre 2018 e 2019. Ele acrescenta que a expectativa de investimentos diretos é de 83 bilhões de dólares ao longo de 35 anos. Desse total, o Estado do Rio de Janeiro receberia cerca de 30 bilhões de dólares nesse período. Já com relação aos investimentos indiretos, o consultor revela que os números apontados dobram. Segundo Coelho, isso representa, em média, oito bilhões de dólares de arrecadação de royalties para o Estado, nas próximas três décadas, além da geração de 25 mil empregos no país para cada um milhão de dólar investido, de acordo com estudos da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo (ABESPetro).

Tepor - O projeto de construção do novo Terminal Portuário de Macaé, da iniciativa privada, busca atender às demandas das empresas offshore, sendo capaz de dar suporte logístico às operações direcionadas à exploração e produção de petróleo nas reservas do pré-sal. O projeto do porto prevê uma plataforma marítima com cerca de 90 mil metros quadrados com área para atendimento de 14 embarcações de grande capacidade simultânea e uma área de 400 mil metros quadrados em terra.

Leilões - A Agência Nacional do Petróleo (ANP) inicia, nesta quinta-feira (11), a temporada de leilões de áreas para exploração de petróleo e gás natural no país. A agência vai ofertar nove campos terrestres antigos, que já produziram petróleo e foram devolvidos pela Petrobras. Esta primeira disputa é voltada para pequenas e médias empresas nacionais e estrangeiras. O certame antecede leilões mais aguardados no mercado, como a 14ª Rodada de áreas do pós-sal, marcada para setembro, e os dois leilões do pré-sal, previstos para outubro. A 14ª rodada de leilões realizará licitações de 291 blocos. Destes, dez são da Bacia de Campos.

Brasil Offshore

A Feira e Conferência Internacional da Indústria de Petróleo e Gás acontecerá em Macaé, entre os dias 20 e 23 de junho. A edição especial de 40 anos da Bacia de Campos marca a retomada da indústria do petróleo. A expectativa é mais de R$ 220 milhões em negócios, 550 empresas participantes, 52 mil visitantes, atrações técnicas, em 40 mil metros quadrados de evento. A proposta da Brasil Offshore 2017 é discutir a retomada do petróleo.

A Brasil Offshore, terceira maior feira do mundo no segmento de óleo e gás, conta com a parceria da Prefeitura de Macaé, é uma oportunidade de promover o debate, além de tratar a evolução da indústria do petróleo.
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