Empresário ligado ao Rioprevidência acumula histórico de fraudes em projeto hoteleiro | Rio das Ostras Jornal

Empresário ligado ao Rioprevidência acumula histórico de fraudes em projeto hoteleiro

Imagem gerada com IA
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O empresário Ricardo Siqueira Rodrigues, conhecido como Ricardo Gordo, figura central nas investigações sobre o desvio de recursos do Rioprevidência, enfrenta um histórico de acusações que ultrapassa as fronteiras do atual escândalo financeiro no estado do Rio de Janeiro. Apontado como operador de um esquema que movimentou bilhões, o empresário já havia sido alvo de sanções graves por irregularidades em empreendimentos imobiliários de alto padrão.

Irregularidades no projeto hoteleiro da Barra

Antes de ser conectado às investigações envolvendo o Banco Master, Siqueira foi condenado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 2024. A punição refere-se a fraudes na captação de recursos destinados à construção de um hotel na Barra da Tijuca, que na época ostentava a marca do empresário e atual presidente americano Donald Trump.

Segundo a CVM, o projeto foi inflado artificialmente, causando prejuízos significativos a fundos de pensão. O empresário, em parceria com o sócio Paulo Figueiredo Filho, teria manipulado valores do negócio. As multas aplicadas pela autarquia aos dois envolvidos superam a marca de R$ 155 milhões.

Rompimento com a marca Trump

O empreendimento, que visava atender à demanda das Olimpíadas de 2016, enfrentou uma crise de imagem e gestão logo após a inauguração. Em dezembro daquele ano, a organização de Donald Trump rescindiu o contrato de licenciamento da marca, citando atrasos crônicos nas obras e suspeitas de desvios financeiros. O local foi rebatizado como LSH Barra Hotel, e os envolvidos seguem recorrendo das decisões judiciais e administrativas.

Conexões e o esquema no Rioprevidência

A atuação de Siqueira no esquema do Rioprevidência é detalhada pela Polícia Federal através de interceptações telefônicas. Mensagens trocadas entre o operador e o banqueiro Daniel Vorcaro revelam articulações para viabilizar aportes milionários em letras financeiras do Banco Master. Em um dos diálogos de 2023, Siqueira mencionou a necessidade de obter autorização de um suposto "dono" do órgão estadual para liberar as movimentações.

O histórico do empresário inclui ainda a colaboração com a justiça através de uma delação premiada firmada em 2018, durante a Operação Lava Jato. Além disso, seu nome foi citado em apurações sobre esquemas de propina durante a gestão do ex-prefeito Marcelo Crivella. O G1 detalhou que, após o aporte de R$ 200 milhões do Rioprevidência no Banco Master, Siqueira celebrou o "cumprimento integral da missão" em mensagens enviadas ao banqueiro.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o desdobramento das investigações sobre o uso de recursos públicos no estado do Rio de Janeiro.

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