
A Comissão de Belas Artes dos Estados Unidos aprovou recentemente o projeto de um arco triunfal em Washington, capital do país, idealizado pelo ex-presidente Donald Trump. A estrutura, que promete ser “o maior e mais bonito arco triunfal do mundo”, já enfrenta contestações legais e debates acalorados sobre seu impacto na paisagem histórica da cidade.
Inspirado no icônico Arco do Triunfo de Paris, o monumento americano está previsto para ser erguido às margens do Rio Potomac, com uma altura impressionante de 76,2 metros. Sua construção visa celebrar o aniversário de 250 anos da independência dos EUA, mas a proposta tem gerado controvérsia entre grupos de preservação e veteranos.
Ambição e detalhes do projeto de arco triunfal
O projeto revisado do arco triunfal de Trump apresenta uma estrutura imponente, com 76,2 metros de altura, ligeiramente abaixo dos 78 metros inicialmente propostos. No topo, uma figura que lembra a Estátua da Liberdade, segurando uma tocha, será ladeada por duas águias douradas, conferindo um aspecto grandioso ao monumento. As inscrições “Uma Nação Sob Deus” e “Liberdade e Justiça para Todos”, frases presentes no juramento de fidelidade dos Estados Unidos, adornarão a estrutura, reforçando seu caráter patriótico. Uma mudança notável em relação à proposta original foi a remoção dos quatro leões que estavam previstos para a base do arco.
Trump e o secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, defendem a construção, argumentando que Washington é a única grande capital ocidental sem um arco triunfal. Eles veem o monumento como uma forma de embelezar a cidade para as celebrações de 4 de julho e as comemorações dos 250 anos da independência americana.
Apesar da ambição de ser o maior arco triunfal do mundo, superando o Monumento à Revolução da Cidade do México (com aproximadamente 67 metros), a estrutura de Trump ainda ficaria atrás de outro monumento localizado nos próprios Estados Unidos. O Gateway Arch, no estado do Missouri, possui 192 metros de altura e é atualmente o maior arco do planeta, embora possua uma proposta arquitetônica diferente, simbolizando a expansão territorial norte-americana como a “Porta de Entrada para o Oeste”.
Controvérsias e batalhas legais
A aprovação do projeto não veio sem resistência. Um grupo de veteranos e um historiador acionaram a Justiça federal para tentar barrar a construção do arco triunfal. Eles argumentam que o monumento prejudicaria a linha de visão histórica entre o Memorial Lincoln e a Arlington House, localizada no Cemitério Nacional de Arlington, um local de grande significado para a memória militar americana.
Além disso, o Departamento do Interior, que supervisiona o Serviço Nacional de Parques e o terreno onde o arco seria construído, também está envolvido em outra polêmica. A organização The Cultural Landscape Foundation moveu uma ação judicial contra a reforma do espelho d’água do Memorial Lincoln, que incluiria um revestimento azul no interior. O grupo alega que a decisão de pintar o fundo do local de azul, sem as revisões necessárias, viola leis federais de preservação histórica. Segundo a organização, essas mudanças fazem parte de um esforço mais amplo de Trump para promover reformas drásticas em Washington sem a devida análise técnica, alterando o caráter histórico da região.
Uma audiência sobre o caso do espelho d'água estava marcada para acontecer em um tribunal federal de Washington, evidenciando a complexidade e a resistência que os projetos de Trump têm enfrentado na capital. As informações são da Associated Press.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso.
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