
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou nesta sexta-feira um trio pelo assassinato da corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet, de 47 anos. O crime, que chocou o estado, ocorreu em março no apartamento da vítima, localizado no Norte da Ilha, em Florianópolis.
A denúncia aponta que Luciani foi dopada e morta com profundos cortes, tendo seu corpo esquartejado dias após o crime. Os acusados são a empresária Angela Maria Moro, administradora da pousada onde Luciani morava, o vizinho Matheus Vinícius Silveira Leite e a companheira dele, Letícia Jardim, todos agora enfrentando acusações graves que detalham uma divisão de tarefas macabra.
Corretora Luciani Estivalet: Os Detalhes da Denúncia
Conforme a investigação e a denúncia do MPSC, a morte de Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi premeditada e executada com requintes de crueldade. A corretora foi encontrada sem vida após ser dopada e submetida a cortes profundos, um ato que culminou no esquartejamento de seu corpo entre os dias 4 e 5 de março. A denúncia formalizada pelo Ministério Público detalha a participação de cada um dos envolvidos nos crimes de roubo qualificado pelo resultado morte, ocultação de cadáver e corrupção de menor, evidenciando a gravidade das ações.
A empresária Angela Maria Moro, que gerenciava o residencial onde Luciani morava, é apontada como a responsável por ferir a vítima. Sua posição como administradora da pousada levanta questões sobre a segurança e a confiança no ambiente onde a corretora residia. Já Letícia Jardim, companheira de Matheus, teria tido um papel crucial na fase inicial do crime, sendo responsável por triturar e esmigalhar remédios sedativos, misturando-os na bebida de Luciani, facilitando a ação dos agressores.
O Histórico Perturbador de um dos Acusados
O vizinho Matheus Vinícius Silveira Leite, inicialmente visto como o principal suspeito pela violência contra Luciani, possui um histórico preocupante que veio à tona com as investigações. Ele é associado ao movimento “redpill”, conhecido por pregar o ódio contra as mulheres, e se apresentava como um “alfa” nas redes sociais. Esse perfil ideológico adiciona uma camada de misoginia ao já brutal cenário do crime.
Além do caso de Luciani, Matheus já estava foragido da justiça por outro crime hediondo. Em 2021, ele foi o principal suspeito de um latrocínio em Laranjal Paulista, interior de São Paulo, onde teria matado a tiros um homem de 65 anos, dono de uma padaria, durante a abertura do estabelecimento. Sua prisão preventiva pela morte da corretora em Florianópolis finalmente o trouxe de volta à custódia, encerrando um período de fuga e reincidência criminosa.
A Busca por Justiça e o Impacto do Caso
A família de Luciani Aparecida Estivalet Freitas clama por justiça. O irmão da corretora fez publicações emocionadas nas redes sociais, pedindo que o caso não caia no esquecimento e que os responsáveis sejam devidamente punidos. A brutalidade do assassinato e o subsequente esquartejamento geraram grande comoção e indignação, não apenas em Santa Catarina, mas em todo o país.
A denúncia do Ministério Público representa um passo fundamental na busca por responsabilização. Os crimes de roubo qualificado pelo resultado morte, ocultação de cadáver e corrupção de menor são de extrema gravidade e carregam penas severas, refletindo a crueldade e a desumanidade dos atos praticados. O Rio das Ostras Jornal acompanha de perto a evolução deste caso, que ressalta a importância da segurança e da vigilância contra a violência.
A matéria completa e mais detalhes sobre a investigação podem ser conferidos no NSC Total, parceiro do Metrópoles.
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