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| Foto: Divulgação |
Por Angel Morote
A recente prisão de
um condenado por estupro em Rio das Ostras acende o alerta sobre o uso de
cidades turísticas como refúgio; veja outros casos marcantes na região
A captura do
ex-auxiliar administrativo de 64 anos em Rio das Ostras,
nesta semana, não é um caso isolado. A
Região dos Lagos, com sua vasta rede hoteleira,
grande fluxo de turistas e economia baseada na informalidade, tem se tornado um
destino atrativo para foragidos do sistema prisional paulista. A facilidade de "se
misturar" à multidão, especialmente entre o Réveillon e o Carnaval,
cria o cenário ideal para quem busca recomeçar a vida sob uma falsa identidade.
Levantamos
outros casos recentes que mostram como as forças de segurança têm trabalhado
para fechar o cerco contra esses criminosos que tentam transformar o litoral
fluminense em um esconderijo.
Casos Recentes e Marcantes
1. O Líder de Facção
em Búzios (2025)
No final do
ano passado, a Polícia Civil capturou em Armação dos Búzios um dos chefes de uma organização criminosa que atuava no Vale do Paraíba (SP). Ele vivia em uma mansão de luxo e se
passava por um empresário do ramo náutico. A ostentação, que visava disfarçar sua origem, acabou chamando a
atenção do setor de inteligência.
2. O Homicida de Campinas
em Cabo Frio (2024)
Em uma
operação conjunta, um homem procurado por um homicídio brutal em Campinas foi localizado trabalhando em
um quiosque na Praia do Forte. Ele utilizava documentos falsos de um primo e já estava morando na
cidade há quase dois anos, levando uma vida aparentemente comum como garçom.
3. Estelionatários
do PCC em São Pedro da Aldeia (2024)
Dois homens
vindos da capital paulista, ligados à maior facção criminosa de São Paulo, foram presos em São
Pedro da Aldeia. Eles eram
especialistas em golpes bancários e escolheram a Região dos Lagos
para montar uma "central" de fraudes, acreditando que a fiscalização
seria menor do que na metrópole paulista.
O Perfil do Foragido
O padrão
identificado pela Polícia Federal e pelas polícias locais mostra
que esses foragidos geralmente adotam duas estratégias:
- O Perfil Discreto: Como o homem preso em Rio das Ostras, buscam empregos informais (vendedores, prestadores de
serviços) e moram em bairros periféricos para evitar condomínios com
câmeras e identificação rigorosa.
- O Perfil Turista: Aqueles que possuem maior poder
aquisitivo alugam imóveis de temporada por longos períodos, pagando em
dinheiro vivo para não deixar rastros bancários.
Integração como Resposta
O sucesso
dessas capturas recentes se deve, em grande parte, ao sistema de intercâmbio de
dados entre as Secretarias de Segurança de SP e do RJ. A utilização de câmeras com
reconhecimento facial e leitura de placas (OCR) nas rodovias de acesso à região tem sido o maior pesadelo
para quem tenta utilizar a Via Lagos ou a Amaral Peixoto como
porta de entrada para a impunidade.

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