Projeto Verão apresenta números positivos em Rio das Ostras, mas fica o desafio: e o legado para o resto do ano? | Rio das Ostras Jornal

Projeto Verão apresenta números positivos em Rio das Ostras, mas fica o desafio: e o legado para o resto do ano?

Fotos: Divulgação

Por Angel Morote

Com mais de 700 ações no primeiro mês, integração entre forças de segurança garante tranquilidade na alta temporada; especialistas cobram que estrutura não seja desmontada após o Carnaval

O Projeto Verão, iniciativa da Secretaria de Segurança Pública de Rio das Ostras, completou seu primeiro mês com um balanço expressivo. Ao todo, foram realizadas 731 ações integradas, que incluem desde o patrulhamento preventivo até 172 autuações de veículos. A estratégia, baseada no compartilhamento de dados em tempo real entre a Guarda Civil Municipal, a Polícia Militar e a Polícia Civil, tem garantido festejos mais organizados para moradores e turistas.

Segundo o secretário de Segurança Pública, Carlos Menegasi, o foco total do efetivo está nas ruas, com reforço nas orlas e pontos de aglomeração. "Estamos garantindo uma cidade mais preparada para responder a qualquer demanda", afirmou o secretário, destacando a importância da união entre prefeitura e governo do estado.

O Gargalo: Segurança não pode ser apenas "evento"

Embora os números do Projeto Verão sejam animadores, surge uma reflexão necessária para a sociedade e para o Executivo: por que essa eficiência parece ter data de validade? Historicamente, Rio das Ostras investe pesado em divulgação e estrutura para grandes eventos, mas o "legado" pós-festa é quase inexistente para o cidadão que vive no bairro Praia Âncora, Cidade Praiana ou Cantagalo durante o inverno.

Para que a segurança deixe de ser um "projeto de estação" e se torne uma política de estado, três pontos são cruciais:

  1. Manutenção do Efetivo: O reforço nas rondas não pode sumir com o fim do sol. A criminalidade não tira férias e os bairros periféricos precisam da mesma "coordenação eficiente" vista na orla.
  2. Tecnologia como Legado: A inteligência e o monitoramento em tempo real usados no verão devem ser expandidos para as entradas da cidade e centros comerciais de forma permanente.
  3. Continuidade da Integração: A sinergia entre as polícias e a Guarda não deve depender de um decreto de "projeto verão". Essa comunicação precisa ser a regra, não a exceção.

Aproveitando o fim da alta temporada

O encerramento do verão é a oportunidade perfeita para a prefeitura avaliar o que deu certo e fixar essas práticas. Se há recursos para colocar "todo o efetivo nas ruas" em janeiro, é preciso planejamento orçamentário para que o morador não se sinta desprotegido em maio ou junho. Segurança pública é um direito anual, e o sucesso do atual projeto prova que, quando há vontade política e integração, os resultados aparecem. Resta saber se o "legado" desta vez será mais do que apenas fotos em redes sociais.

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