Injustiça ou Ineficiência? Após 35 anos de espera, Prefeitura vai demolir imóvel irregular na Praia da Joana | Rio das Ostras Jornal

Injustiça ou Ineficiência? Após 35 anos de espera, Prefeitura vai demolir imóvel irregular na Praia da Joana

Uma novela jurídica que se arrastava por mais de três décadas finalmente
chegou ao último capítulo. 
Fotos: Angel Morote / Divulgação

Processo começou em 1990, antes mesmo da emancipação de Rio das Ostras; decisão final expõe a lentidão do Judiciário em crimes ambientais

Uma novela jurídica que se arrastava por mais de três décadas finalmente chegou ao último capítulo. O Município de Rio das Ostras foi notificado pela Justiça para cumprir, em caráter definitivo, a demolição de uma construção irregular cravada na Praia da Joana. O que espanta não é apenas a irregularidade, mas o tempo: a petição inicial foi protocolada em 23 de outubro de 1990, quando a cidade ainda era um distrito de Casimiro de Abreu.

São 35 anos de tramitação para que uma ordem de demolição saísse do papel. Durante esse período, o imóvel não apenas permaneceu de pé, como seus responsáveis desafiaram as autoridades, realizando reformas e até avançando sobre uma Unidade de Conservação para criar um estacionamento comercial explorado economicamente.

A Linha do Tempo da Lentidão

A cronologia desse processo é um exemplo de como os recursos jurídicos podem ser usados para adiar o inevitável:

  • 1990: Casimiro de Abreu entra com a ação por falta de projeto aprovado.
  • 1998: Rio das Ostras se emancipa e assume a responsabilidade do processo.
  • 1999: Primeira sentença determinando a demolição é proferida.
  • 2003: O Tribunal de Justiça confirma a decisão.
  • 2003 a 2023: Duas décadas de recursos e manobras da defesa para impedir a demolição.
  • 2023: Decisão final encerra todas as possibilidades de contestação.
  • 2025/2026: Judiciário determina o cumprimento imediato e definitivo.

Crime Ambiental no Monumento Natural

O imóvel está localizado no Monumento Natural dos Costões Rochosos, uma área de proteção integral onde a ocupação é proibida por lei. O descaso dos proprietários foi tamanho que, mesmo após a sentença de 1999, eles continuaram a construir no local.

"O município hoje simplesmente está cumprindo uma decisão judicial de um processo de mais de 35 anos", afirmou o subprocurador-geral, Luiz Henrique, reforçando que a prefeitura atua apenas como executora da ordem judicial acumulada por décadas.

O Futuro da Praia da Joana

Após a limpeza do entulho e a retomada da área pública, a Prefeitura planeja realizar estudos técnicos para a criação de um novo ativo turístico no local. A promessa é de um projeto sustentável, integrado ao meio ambiente e com licitação transparente para quem desejar operar comercialmente na área, respeitando finalmente a Lei de Zoneamento e o Código de Obras.

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