Lula quebra silêncio sobre Banco Master e revela que ouviu queixas de “perseguição” de Vorcaro | Rio das Ostras Jornal

Lula quebra silêncio sobre Banco Master e revela que ouviu queixas de “perseguição” de Vorcaro


Em entrevista concedida nesta quinta-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva detalhou, pela primeira vez, o teor da reunião privada que teve com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo o petista, o banqueiro utilizou o encontro para relatar que era alvo de uma perseguição no mercado financeiro por parte de pessoas “interessadas em derrubá-lo”.

O encontro em questão ocorreu em 4 de dezembro de 2024, fora da agenda oficial, e contou com a presença do ex-ministro Guido Mantega e do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

“Investigação Técnica” e o Maior Rombo da História

Apesar de ter recebido o empresário no Palácio do Planalto, Lula afirmou ter deixado claro que não haveria proteção política à instituição. O presidente disse ter orientado que o caso fosse tratado tecnicamente pelo Banco Central e que, após a reunião, acionou o ministro Fernando Haddad e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.

Lula subiu o tom ao comentar as investigações de fraudes que agora cercam a instituição, classificando o episódio como um potencial recorde negativo para o país:

“Os envolvidos vão pagar o preço da irresponsabilidade de dar talvez o maior rombo na história desse país. Estávamos diante da primeira chance real de pegar os magnatas da corrupção e de lavagem de dinheiro”, afirmou o presidente.

Presenças no Planalto e Defesa de Lewandowski

A reunião de dezembro de 2024 levantou questionamentos devido ao peso das autoridades presentes. Além de Lula e Vorcaro, participaram:

Guido Mantega: Ex-ministro da Fazenda (na época contratado pelo banco).

  • Rui Costa: Ministro da Casa Civil.
  • Alexandre Silveira: Ministro de Minas e Energia.
  • Gabriel Galípolo: Então indicado à presidência do Banco Central.

O presidente também foi questionado sobre a relação do ex-ministro Ricardo Lewandowski com o banco. Lula minimizou o fato, chamando Lewandowski de “grande jurista” e afirmando ser natural que ele fosse procurado por empresas antes de integrar o governo. “Qualquer um trabalha em qualquer empresa neste país”, pontuou.

Gazeta Brasil

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