O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em investigação sobre desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida foi tomada a pedido da Polícia Federal (PF) ainda em janeiro deste ano, antes da aprovação da mesma medida pela CPMI do INSS nesta quinta-feira (26).
Segundo a PF, investigações sobre descontos indevidos
aplicados a aposentados e pensionistas revelaram menções ao filho do
presidente. O relatório da corporação indica a possibilidade de que Lulinha
tenha atuado como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”,
apontado como operador central do esquema. A conexão entre eles, segundo a
investigação, passaria pela empresária Roberta Luchsinger, alvo de buscas e
apreensões na Operação Sem Desconto.
A decisão de Mendonça está sob sigilo, e até o momento não
há elementos que indiquem participação direta de Lulinha nos desvios
investigados. A autorização para acesso aos dados bancários e fiscais ocorreu
de forma antecipada à votação da CPMI, que também aprovou a quebra de sigilos
do filho do presidente nesta quinta-feira.
A aprovação da CPMI gerou tumulto e confrontos entre
parlamentares. Deputados do PT, entre eles Rogério Correia, Paulo
Pimenta e Alencar Santana, avançaram sobre a mesa da comissão,
acusando o presidente da CPMI, Carlos Viana, de fraude na votação
simbólica.
O PT solicitou a anulação do resultado e recorreu ao
presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que orientou que seja feita uma
representação formal, prometendo uma resposta futura sobre o caso. Até o
momento, não houve posicionamento oficial sobre o pedido.
Gazeta Brasil

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!