Por Angel Morote
Entenda os
requisitos obrigatórios e os exemplos de cidades vizinhas onde a medida ajudou
a reduzir os índices de criminalidade
A crescente
pressão popular por mais segurança em Rio
das Ostras reacendeu o debate
sobre o armamento da Guarda Civil Municipal (GCM). Embora o desejo da população seja
imediato, o processo para que um guarda municipal porte arma de fogo é rigoroso
e segue uma série de exigências estabelecidas pela Lei Federal nº
10.826/03 e pela Lei 13.022/14.
Para que a Prefeitura de Rio das Ostras
possa colocar agentes armados nas ruas, ela precisará percorrer um
"check-list" jurídico e técnico obrigatório. Confira as etapas:
O passo a passo para a legalização
- Aprovação de Lei Municipal e Corregedoria:
A Câmara de Vereadores
deve autorizar o uso de armas e o município deve criar uma Corregedoria e uma Ouvidoria próprias para
fiscalizar a conduta dos agentes.
- Convênio com a Polícia Federal: É a Pf quem concede o porte funcional
após a análise do plano de trabalho da prefeitura.
- Avaliação Psicológica e Técnica:
Os guardas passam por
exames psicotécnicos credenciados e testes de capacidade técnica de
manuseio e tiro.
- Curso de Formação: Os
agentes devem cumprir centenas de horas de treinamento específico, que
pode ser ministrado por escolas de instrução da Polícia Militar
ou Civil.
- Armaria: A prefeitura deve investir em um local seguro e monitorado
para o armazenamento das armas e munições registradas no Sinarm.
Cases de sucesso: O exemplo de quem já armou
Muitas
cidades do Rio de Janeiro já avançaram nesta pauta e
colheram resultados positivos na segurança pública. Dois exemplos próximos se destacam:
- Niterói: A cidade investiu pesado no armamento e na capacitação da sua
GCM. Com a guarda armada atuando em
conjunto com o programa CISP
(Centro Integrado de Segurança Pública), o município registrou uma queda drástica nos
índices de roubos de rua e de veículos nos últimos anos. A guarda armada passou a dar
suporte real à PM,
aumentando a mancha de policiamento.
- Araruama: Na região dos Lagos,
Araruama foi uma das
pioneiras em armar sua guarda. A
presença de agentes armados em pontos estratégicos e em apoio ao Proeis ajudou a inibir a ação de
pequenos furtos e a presença de criminosos em áreas comerciais, trazendo
mais tranquilidade para os lojistas e turistas.
Custo-benefício para Rio das Ostras
Embora o
investimento inicial em treinamento e equipamentos seja significativo,
especialistas apontam que o retorno vem na forma de economia com a redução de
danos ao patrimônio e, principalmente, na preservação de vidas. Armar a GCM transforma a corporação de uma força de vigilância em uma
força de pronta-resposta, essencial para momentos de crise como o toque de
recolher vivido nesta semana.
Niterói e Araruama mostram que a medida, quando
acompanhada de treinamento rigoroso, é eficaz.

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