SES-RJ recebe kits de exames que ampliam a prevenção do câncer de colo de útero | Rio das Ostras Jornal

SES-RJ recebe kits de exames que ampliam a prevenção do câncer de colo de útero


Teste possibilita rastreamento mais eficaz e seguro do material coletado nas unidades básicas

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) recebeu a primeira remessa de kits para exames que vão aumentar as chances de prevenção do câncer do colo do útero. Enviado pelo Ministério da Saúde, o teste molecular para detecção do DNA do Papilomavírus Humano (HPV) vai possibilitar o rastreamento mais eficaz e seguro do material coletado nas unidades básicas de saúde, seguindo fluxos e orientações técnicas estabelecidos. Conforme acordado previamente, esses kits serão encaminhados aos municípios do Rio de Janeiro e de São Gonçalo, os primeiros a iniciarem as testagens com a tecnologia mais avançada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a superintendente de Atenção Primária da SES-RJ, Halene Armada, o teste molecular de DNA para HPV é um exame laboratorial que identifica, por meio de técnicas de biologia molecular, a presença do material genético de tipos oncogênicos do HPV, um dos principais agentes etiológicos da doença. Halene explica que o procedimento possui maior sensibilidade para identificar mulheres com risco aumentado de desenvolver lesões precursoras e câncer cervical.

"O uso desse procedimento é estratégico para as mulheres. Com o teste molecular, vamos conseguir diagnosticar precocemente, e em tempo oportuno, mulheres que tenham maior risco de desenvolvimento do câncer de colo de útero", afirma a superintendente.

Halene Armada ressalta que, diferentemente dos métodos citológicos, o teste molecular de DNA para HPV não avalia alterações celulares, mas detecta diretamente a infecção viral, inclusive em fases iniciais e assintomáticas, o que possibilita o diagnóstico precoce.

Mais eficiência

A superintendente diz que, a partir do resultado do teste molecular, é possível fazer uma abordagem terapêutica baseada em risco, com encaminhamento da paciente para exames complementares, como a citologia reflexa ou a colposcopia, se houver a necessidade.

Halene Armada lembra que pelo modelo de rastreamento tradicional, baseado no exame citopatológico do colo do útero, também conhecido como Papanicolau, a identificação do risco dependia da observação via microscópio das alterações morfológicas nas células cervicais. Ela afirma que, embora seja um método consolidado, o exame citopatológico tem menor sensibilidade, e por isso, está sujeito à variabilidade na coleta e na interpretação. Além disso, requer uma maior frequência de realização para garantir efetividade no rastreamento do material.

A superintendente destaca ainda que o teste molecular de DNA para HPV permite intervalos maiores entre a realização dos exames e otimização dos recursos do sistema de saúde.

“Esse novo modelo fortalece a Atenção Primária à Saúde na coordenação do cuidado, promovendo rastreamento organizado, acompanhamento longitudinal e redução da incidência e mortalidade por câncer cervical”, afirma Halene Armada.

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