Pedestres caminhando pela Tijuca, Zona Norte, uma das regiões mais perigosas em relação aos roubos de celular no Rio, segundo o IS. PReginaldo Pimenta / Agencia O Dia
Segundo dados do Instituto de
Segurança Pública (ISP), entre 2024 e 2025, houve um aumento de 27,3% neste
tipo de crime na capital
Rio - Item mais do que essencial,
cobiçado por usuários e também por criminosos, o aparelho celular tem papel
cada vez mais central no dia a dia. Aplicativos de bancos, transportes,
contatos... são muitas as ferramentas disponíveis num único objeto que
cabe na palma da sua mão.
Não é novidade, porém, que os celulares se tornaram um dos principais alvos dos
bandidos. Com base nos dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), O
DIA listou as cinco regiões da capital em que mais houve roubos de
aparelhos telefônicos entre janeiro e setembro deste ano.
O levantamento contabiliza os crimes deste tipo divididos por Circunscrições
Integradas de Segurança Pública, as Cisps, que são áreas territoriais de
atuação e responsabilidade conjunta das delegacias distritais da Secretaria de
Estado de Polícia Civil (Sepol) e das companhias integradas da Secretaria de
Estado de Polícia Militar (SEPM), conforme definição do governo do estado do Rio.
Cada Cisp pode compreender um ou mais bairros, ou até mesmo partes de um mesmo
bairro.
Vamos aos números
No acumulado deste ano, com dados disponíveis de janeiro a setembro, a Cisp
18, que engloba o Maracanã, Praça da Bandeira e partes da Tijuca,
todas na Zona Norte, foi a mais perigosa para pedestres com seus celulares.
Neste período, foram contabilizados 832 roubos de aparelhos, o que equivale a
uma média de três casos por dia nas áreas mencionadas.
Em segundo lugar vem a Cisp
32, na Zona Sudoeste, que compreende os bairros do Anil, Cidade de Deus,
Curicica, Gardênia, Jacarepaguá e Taquara. No período observado, foram 656
roubos de celulares em 2025.
Depois aparecem a Cisp 5, que abrange parte do Centro da cidade, a
Lapa e Paquetá, na Região Central, com 648 crimes do tipo no acumulado deste
ano; e a Cisp 27, que abrange partes de Colégio, Irajá, Vicente de
Carvalho, Vila Kosmos, Penha e Vista Alegre, na Zona Norte, que tiveram 620
registros de roubos a celulares.
Fechando o top-5, vem a Cisp 29, também na Zona Norte, que
inclui os bairros de Cavalcanti, Engenheiro Leal, Madureira, Turiaçu, Vaz Lobo,
partes de Oswaldo Cruz, Cascadura e Quintino Bocaiúva, com 593 roubos de aparelhos
celulares entre janeiro e setembro de 2025.
Se incluirmos a Região Metropolitana do Rio no levantamento, a Cisp 59 seria
a grande campeã deste nada agradável ranking. Compreendendo o Centro de Duque
de Caxias, foram 999 registros deste crime no acumulado deste ano, uma média de
quase quatro roubos por dia. Já a Cisp 64 (São João de Meriti,
Coelho da Rocha e São Matheus) tomaria o terceiro lugar, com 773 anotações.
Hora do perigo
O painel disponibilizado pelo ISP
também mostra os horários e dias em que mais ocorrem estes crimes. Segundo o
órgão, às 19h de quarta-feira é quando foi observada a maior incidência de
roubos de aparelhos celulares.
De modo geral, entre às 19h e
21h, de segunda a sexta-feira, são os momentos mais perigosos para quem está na
rua com seus telefones.
Importante destacar que as
informações sobre horário, dia e local do crime são repassadas pelas vítimas,
no momento da abertura do Boletim de Ocorrência junto à Polícia Civil.
Mais dados
Fazendo um levantamento por municípios, a capital fluminense é, disparada, a
cidade em que mais ocorreram estes crimes. Foram 13.429 roubos de celulares, o
que corresponde a 67,89% de todos os delitos deste tipo em todo o estado, de
janeiro a setembro deste ano. São 49 pessoas sendo roubadas por dia, em média.
Depois aparecem as cidades de Duque de Caxias, com 1.498, Nova Iguaçu, com
1.457, São João de Meriti, com 773, e Belford Roxo, com 591.
Comparativo 2024 x 2025
O ISP também apontou que houve um aumento de 27,3% de roubos de celulares na
capital, se comparados de janeiro a setembro de 2024 em relação ao mesmo
período de 2025.
Nos nove primeiros meses de 2024,
foram registrados 10.551 crimes do tipo, enquanto em 2025 o número subiu para
13.429.
No estado também houve aumento.
Enquanto no ano passado foram contabilizados 15.756, no mesmo período deste ano
foram 19.780, um diferença de 25,5%.
Já no comparativo entre as Cisps
das regiões citadas na matéria, apenas o Centro da cidade teve redução no
número de roubos de aparelhos celulares, passando de 1.056 registros entre
janeiro e setembro do ano passado, para 648 no mesmo período deste ano. Uma
redução significativa de 38,6%.
Porém, em relação às outras circunscrições, os números pioraram bastante. Confira:
- Cisp 59 (Centro de Duque de Caxias): passou de 674 entre janeiro a setembro
de 2024, para 999 neste mesmo período de 2025. Um aumento de 48,2%.
- Cisp 18 (Maracanã, Praça da Bandeira e partes da Tijuca): de 694 entre
janeiro a setembro de 2024, para 832 neste mesmo período de 2025. Um aumento de
19,9%.
- Cisp 64 (São João de Meriti, Coelho da Rocha e São Matheus): aqui o aumento
mais expressivo de todos. Passou de 259 entre janeiro a setembro de 2024, para
773 neste mesmo período de 2025. Um aumento de 198,5%.
- Cisp 32 (Anil, Gardênia Azul, Cidade de Deus, Curicica, Jacarepaguá e Taquara):
passou de 376 entre janeiro a setembro de 2024, para 656 neste mesmo período de
2025. Um aumento de 74,5%.
- Cisp 27 (partes de Colégio, Irajá, Vicente de Carvalho, Vila Kosmos, Penha e
Vista Alegre): passou de 398 entre janeiro a setembro de 2024, para 620 neste
mesmo período de 2025. Um aumento de 55,8%.
- Cisp 29 (Cavalcanti, Engenheiro Leal, Madureira, Turiaçu, Vaz Lobo, partes de
Oswaldo Cruz, Cascadura e Quintino Bocaiúva): passou de 460 entre janeiro a
setembro de 2024, para 593 neste mesmo período de 2025. Um aumento de 28,9%.
Estratégias de combate
Ao longo deste ano, o governo do estado montou uma força-tarefa, chamada
Operação Rastreio, para recuperar celulares roubados e/ou furtados no Rio de
Janeiro. Entre a última quarta (22) e quinta-feira (23), 271 pessoas foram
presas e mais de 4,1 mil aparelhos telefônicos apreendidos.
Na segunda fase da operação, que aconteceu nesta semana, 4,2 mil usuários de
celulares roubados ou furtados receberam notificações de intimação para
entregar os aparelhos nas delegacias.
Desde a criação da operação, em maio deste ano, mais de 690 pessoas foram presas
e 10 mil celulares apreendidos. Porém, segundo a polícia, 85% das prisões
ocorreram por receptação.
Aplicativo ajuda na checagem de celulares
Um dos aliados da operação é o aplicativo Celular Seguro RJ, lançado em julho
pela corporação. A ferramenta permite o registro e a consulta do número de IMEI
– identificação única de cada aparelho –, além de analisar se há restrições na
base da polícia ou da Anatel. Caso o telefone seja roubado ou furtado, o
registro facilita o bloqueio e restrição do dispositivo. O aplicativo está
disponível gratuitamente nas lojas virtuais.
O Dia

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!