Menina de 1 ano e 11 meses
recebeu atendimento na UPA Pediátrica de São Pedro da Aldeia quatro dias antes
de morrer
Rio - A Fundação Saúde, vinculada
ao Governo do Estado, abriu uma sindicância para apurar detalhadamente os
atendimentos prestados a bebê de 1 ano e 11 meses na UPA Pediátrica de São
Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. A criança morreu após ser transferida
pela unidade ao Hospital Pediátrico Lagos (HP Lagos), na madrugada do último
dia 28. A Polícia Civil investiga uma suposta negligência médica no primeiro
atendimento à menina.
"A Fundação Saúde se
solidariza com a dor dos familiares e lamenta profundamente a perda. Todas as
providências estão sendo tomadas para garantir uma apuração transparente e
responsável. A entidade reitera seu compromisso em prestar todos os
esclarecimentos necessários à família. O prontuário médico foi disponibilizado
e a Fundação informa que irá detalhar os atendimentos prestados à menina pela
UPA São Pedro após conclusão da sindicância", comunicou em nota.
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Na quarta-feira (6), nove dias
após a morte, o corpo da bebê foi liberado do IML de Cabo Frio. A menina, que
completaria 2 anos nesta quinta-feira (7), deve ser enterrada no sábado (9), no
Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte.
Moradores de Tomás Coelho, a
família estava passado férias na casa da avó, no distrito de Unamar, em Cabo
Frio. As duas filhas do casal, que são irmãs gêmeas, apresentaram sintomas
leves de virose e foram levadas à UPA no dia 24 de julho.
Segundo os pais, as meninas
passaram por exames, que apontaram uma alteração compatível com uma virose. A
médica, então, receitou medicação e orientou que, caso os sintomas
persistissem, a família deveria retornar à unidade.
A bebê apresentou uma piora, com
sintomas respiratórios mais acentuados, e a mãe decidiu retornar à UPA com ela
no dia 27. De acordo com a família, um dos médicos avaliou que a criança estava
com virose e acúmulo de secreção. Foi sugerida uma nebulização e lavagem
nasal para aliviar a respiração da criança. No entanto, antes mesmo do
procedimento, profissionais aplicaram uma medicação intravenosa.
Assim que posicionaram a máscara de
nebulização na menina, a mãe percebeu que ela ficou "molenga" e a
enfermeira teria dito que poderia ser um sinal de desidratação. A bebê foi
levada às pressas para a Sala Vermelha da UPA e a mãe relatou que ouviu médicos
conversando a respeito da falta de remédios que pudessem ser usados. A filha,
então, começou a revirar o olho e se debater.
A menina foi transferida ao HP
Lagos, mas chegou em estado grave com quadro de sepse pulmonar e choque
séptico. Após ser entubada e sofrer uma parada cardíaca, ela não resistiu e
morreu. Posteriormente, os familiares foram informados por uma assistente
social que a criança tinha sofrido diversas paradas cardiorrespiratórias,
incluindo uma com duração de 25 minutos. O caso está sendo investigado pela
125ª DP (São Pedro da Aldeia).
Em nota, a Secretaria
Estadual de Saúde (SES) informou que a bebê deu entrada na UPA inicialmente com
sintomas gripais e foi atendida pela equipe multidisciplinar, passando por
exames laboratoriais. Na ocasião, não havia necessidade de suporte
ventilatório. Segundo a pasta, no dia 27, a menina retornou à unidade com piora
respiratória, sendo diagnosticada com bronquiolite. Diante da gravidade, foi
colocada em suporte respiratório e transferida no mesmo dia para acompanhamento
em CTI.
Já o HP Lagos declarou que a
criança chegou ao local em parada cardiorrespiratória, com quadro de sepse
pulmonar e choque séptico. A equipe médica realizou manobras de reanimação,
incluindo massagem cardíaca, uso de adrenalina e entubação orotraqueal,
mantendo a ventilação mecânica em altos parâmetros. A instituição também
afirmou que a declaração de óbito foi emitida no ato, e que a assistente social
prestou todas as orientações legais à família.
O Dia

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