Presidente da Câmara criticou o
ministro das Relações Institucionais após ser questionado se teria se
enfraquecido com a manutenção da prisão do deputado Chiquinho Brazão nesta
quarta pelo plenário da Casa
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL),
disse que o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha,
é um “desafeto pessoal” e “incompetente”, durante uma coletiva de imprensa em
Londrina (PR) nesta quinta-feira (11). O presidente da Câmara foi questionado
sobre notícias de que ele teria se enfraquecido com a manutenção da prisão do
deputado Chiquinho
Brazão nesta quarta-feira (10) pelo plenário da Casa. Brazão é
acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e
do motorista Anderson Gomes, em 2018. “(A notícia) foi vazada do governo e,
basicamente, do ministro Padilha, que é um desafeto além de pessoal,
incompetente”, declarou Lira. “Não existe partidarização, eu deixei bem claro
que ontem a votação era de cunho individual, cada deputado é responsável pelo
voto que deu. Não tem nada a ver, não teve um partido que fechasse questão, os
partidos liberaram, na sua maioria (as bancadas para que votassem como
quisessem)”, completou. Lira disse que as acusações de Padilha são infundadas e
não afetam sua liderança na Câmara. “É lamentável que integrantes do governo
interessados na estabilidade da relação harmônica entre os Poderes fiquem plantando
essas mentiras, essas notícias falsas que incomodam o Parlamento. E, depois,
quando o Parlamento reage, acham ruim”, afirmou.
A votação na Câmara desta
quarta-feira (10) para manter Chiquinho Brazão preso foi apertada, com 277
votos a favor e 129 contra, além de 28 abstenções. Eram necessários 257 votos
para aprovar o parecer do relator, Darci de Matos (PSD-SC), que havia
recomendado a manutenção da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Integrantes de partidos como União Brasil, PL, Republicanos e PP tentaram
esvaziar a sessão para evitar a manutenção da prisão. O embate entre o
Judiciário e apoiadores de Bolsonaro também influenciou os debates. Antes de
chegar ao plenário, o caso de Brazão foi discutido na Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ), com 39 votos a favor da prisão e 25 pela soltura. O deputado
também teve um processo de cassação aberto pela Comissão de Ética da Casa. A
pressão por uma PEC para blindar parlamentares de investigações policiais
também foi tema de discussão durante o processo.
Na coletiva de imprensa, Lira
argumentou que o placar apertado mostrou incômodo da Câmara com o Judiciário.
“Eu penso que pela vultosa votação, só foram 20 votos acima do mínimo, a Câmara
deixou claro que está incomodada com algumas interferências do Judiciário no
seu funcionamento, sem nenhum tipo de proteção a criminosos”, disse. Brazão foi
detido preventivamente por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do
STF, e a decisão foi confirmada pela Segunda Turma da Corte. A Câmara, contudo,
tinha a prerrogativa de decidir se mantinha ou não a prisão.
Por Jovem Pan
*Reportagem produzida com auxílio
de IA

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!