Corporação vai avaliar se
Silvinei Vasques cometeu crimes de prevaricação e violência política durante os
protestos em rodovias
A Polícia Federal (PF) abriu
inquérito nesta quinta-feira, 10, para apurar se o diretor-geral da Polícia
Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, cometeu crimes de prevaricação e
violência política durante os protestos em rodovias do país. A medida atende a
pedido do Ministério Público Federal (MPF).
A investigação, mantida em
sigilo, será comandada pela superintendência da PF em Brasília, porque Vasques
não tem foro privilegiado.
A corporação vai apurar suspeitas
de crimes diferentes, relacionados a episódios distintos. O objetivo é 1)
investigar se a fiscalização de ônibus com eleitores durante o segundo turno
das eleições, com ênfase na Região Nordeste, respeitou a legislação; e 2)
verificar se Vasques cometeu crime de prevaricação, por omissão, ao não
orientar medidas “mais enérgicas” para a PRF desobstruir rodovias bloqueadas
pelos brasileiros que protestam contra a falta de isonomia no processo
eleitoral.
O crime de prevaricação ocorre
quando um funcionário público age contra a lei, ou deixa de agir por conta
própria, para obter algum benefício pessoal. A pena é de detenção de três meses
a um ano, além de multa.
Em ofício encaminhado à PF no
início deste mês, o MP já havia indicado a suspeita de que Vasques tivesse
incorrido no crime de prevaricação durante os bloqueios de rodovias. Os
procuradores pedem que o diretor-geral da PRF seja responsabilizado por “crimes
praticados por invasores de rodovias”.

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