Comissões do MEC, das queimadas na Amazônia e das obras paradas também serão instauradas
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), leu nesta quarta-feira, 6, no plenário da Casa, o pedido de instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. Proposta pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE), a investigação visa a apurar a interferência do narcotráfico nos índices de homicídios de jovens ocorridos entre 2016 e 2020.
O parlamentar fundamenta o pedido
de CPI na expansão das rotas e do comércio de drogas no território brasileiro.
A CPI também pretende levantar os dados sobre a expansão das atividades das
organizações criminosas no Norte e no Nordeste, além de reunir informações
acerca da estrutura e do funcionamento desses grupos criminosos dentro e fora
dos presídios.
CPI no atacado
Pacheco também autorizou o pedido
de CPI do Ministério da Educação (MEC), feito pelo senador Randolfe Rodrigues
(Rede-AP). Depois do período eleitoral, serão apuradas as atuações de pastores
lobistas na pasta. No entanto, a oposição deve recorrer ao Supremo Tribunal
Federal (STF) para tentar antecipar os trabalhos. A expectativa de Randolfe é
que a Suprema Corte obrigue os líderes partidários a indicar os integrantes do
colegiado, de maneira que as investigações sejam iniciadas mais rapidamente.
O Senado também vai instaurar
outras duas CPIs: a das Queimadas na Amazônia, também endossada por Randolfe,
que pretende apurar a “alta” no desmatamento e as queimadas na região; e a das
Obras Paradas, pleiteada especialmente pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ).
Cada uma das investigações terá
11 integrantes titulares e 11 substitutos.

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