Testemunhas ouviram mais de 16
tiros durante a madrugada
Rio- Uma mulher, identificada
como Sarah Pereira, de 23 anos, foi morta a tiros dentro de um apartamento , na
Rua Tadeu Kosciusko, 74, perto da esquina com a Rua Riachuelo, no Centro do
Rio, na madrugada desta terça-feira (26). O principal suspeito é o
ex-companheiro da vítima, que ainda não foi localizado.
De acordo com o Corpo De Bombeiros, equipes foram acionadas às 4h35, e
a mulher foi encontrada baleada, já sem vida. Segundo o morador de um
prédio em frente ao apartamento da vítima, que preferiu não se
identificar, foi possível ouvir mais de 16 tiros durante a madrugada.
O vizinho disse ainda que após os
disparos viu pela janela um suspeito em cima de uma motocicleta embaixo do
prédio, e que uma outra mulher, corria para fugir dele.
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“Foram mais de 16 tiros, eu fui
contando. Quando eu olhei pela janela, tinha uma moto parada ali com um homem,
depois passou uma menina correndo, e um outro homem gritou para o cara da moto;
‘corre corre’, e ela até gritou para o morador de rua sair correndo, aí ela
entrou em direção da Rua Riachuelo para correr deles. Foi muito tiro, muito
assustador.”
O morador, no entanto, diz não reconhecer a mulher que correu dos
suspeitos, mas acredita que possa ser a irmã da vítima, que também estaria
dentro da residência no momento do crime.
De acordo com a Polícia Militar,
agentes do 5ºBPM (Praça da Harmonia) estavam em patrulhamento quando foram
acionados para verificar ocorrência e uma equipe dos Bombeiros constatou o
óbito. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
A investigação está a cargo da Delegacia
de Homicídios da Capital (DHC). A perícia foi realizada no local e os agentes
ouvem testemunhas. Diligências estão em andamento para localizar e prender o
autor do crime.
A vítima deixa dois filhos,
um de dois meses e outro de cinco anos. Segundo as primeiras informações, os
dois estavam no apartamento, no momento do crime. A Polícia Civil, no entanto,
ainda não deu mais detalhes sobre o caso.
Oitavo feminicídio
Sarah é a oitava vítima de feminicídio no estado do Rio em menos de dois meses.
Na primeira quinzena de junho, três casos aconteceram em uma única semana.
O primeiro caso de feminicídio aconteceu no dia 11 de julho, quando o corpo de Marcielly Araújo, de 29 anos, foi encontrado
em uma casa Comunidade Rio das Pedras, na Zona Oeste. O principal suspeito da
morte é seu companheiro, Glauber Moraes do Nascimento, também de 29 anos, se
entregou à Polícia Civil no mesmo dia, durante a tarde.
Parentes da vítima dizem que na noite deste domingo (10) ela e o companheiro
teriam discutido em uma festa. O homem já teria agredido e tentado matar a mulher
em situações anteriores. Ela foi morta por estrangulamento.
No dia seguinte, José Carlos Martins Esperidião foi preso suspeito da morte de
sua esposa, Cláudia Gonçalves de Moura, de 51 anos. A
mulher foi encontrada morta esquartejada e enterrada no quintal da residência
onde vivia com o homem, na comunidade Campo Belo, no bairro Lagoinha, em Nova
Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Cláudia estava desaparecida desde
o dia quatro de julho. No domingo, dia 3, ela teria dito à nora que teve uma
discussão com o marido. Depois disso, não apareceu novamente.
No dia 14 de julho, a doméstica Elizabeth Lopes da Silva, de 42 anos, foi encontrada
morta dentro de um poço, na noite desta quinta-feira (14), atrás da casa de seu
ex-companheiro, em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio. Ela estava desaparecida
desde o dia quatro de julho, após ter encontrado com o homem, identificado
apenas como Luiz.
Já no final do mês de junho, a dona de casa Valquíria Celina Ferreira Santos, de 35 anos, morreu
após passar quatro dias internada no Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, Baixada
Fluminense, por causa dos graves ferimentos que teriam sido causados pelo
namorado.
Júlio César Perrone Gomes, de 32 anos, apontado como autor das agressões, teria
acertado a vítima com olpes de escavadeira de ferro manual depois de uma crise
de ciúmes, na madrugada do último dia 23.
Vitória Lima Martins foi encontrada morta com
os pulsos cortados, na madrugada do dia 28 de junho, dentro de uma casa em
Inhoaíba, na Zona Oeste do Rio. A jovem teria saído de sua casa para encontrar
um amigo que havia oferecido um emprego.
Rodrigo da Silva Nascimento é apontado por familiares como o autor do crime. Na
ocasião, ele teria forjado uma cena de duplo suicídio para se livrar das
acusações.
Dias antes, Viviane
Garcia foi morta pelo marido no bairro Santa Terezinha, em
Mesquita, na Baixada Fluminense, em 17 de junho. O homem, que não teve a identidade
divulgada, ainda atirou na filha do casal e depois se matou.
A filha do casal sobreviveu após passar por cirurgias no Hospital da Posse, em
Nova Iguaçu. O atirador chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos
ferimentos.
Na mesma semana, no dia 12 de junho, Lais
Batista da Silva Rocha dos Santos, de 25 anos, foi morta pelo
companheiro Magno Rocha, de 29 anos, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.
Magno foi denunciado pela própria mãe, que ouviu o disparo feito contra Lais.
De acordo com a família da vítima, o assassinato teria sido motivado por
ciúmes, depois dos dois terem passado a noite em um bar.

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