Ex-ministro buscava que fosse
estendida a ele decisão que beneficiou o ex-presidente Lula
O ministro do Supremo Tribunal Federal
Ricardo Lewandowski negou nesta
segunda-feira, 7, um pedido da defesa do ex-ministro Antonio Palocci que buscava
que fosse estendida a ele decisão que desbloqueou os bens do ex-presidente Lula
(PT).
O ex-ministro petista
argumentou que sua situação no processo é a mesma de Lula. Ele foi alvo da
mesma decisão da Justiça Federal de Curitiba que bloqueou o patrimônio do
ex-presidente no caso do Instituto Lula.
Lewandowski afirmou, no entanto,
que Palocci não foi alvo das mesmas medidas cautelares aplicadas a Lula, além
de não ter apresentado indícios do paralelismo entre os dois casos.
Em março do ano passado, o ministro
Luiz Edson Fachin decidiu anular todas as condenações proferidas contra Lula
pela 13ª Vara Federal da Justiça Federal de Curitiba.
Na decisão, o ministro declarou a
incompetência da Corte para julgar quatro ações — as do tríplex do Guarujá, do
sítio de Atibaia e duas ações relacionadas ao Instituto Lula.
Diante disso, a Segunda Turma do
Supremo ordenou o desbloqueio de bens do ex-presidente que estavam retidos pela
Lava Jato.
Palocci foi condenado na Lava
Jato por corrupção e lavagem de dinheiro em 2017. Hoje desfiliado do PT, ele
foi ministro da Fazenda no governo Lula e da Casa Civil na gestão de Dilma
Rousseff.
Em dezembro do ano passado, por
ordem da Justiça Federal no Paraná, o ex-ministro deixou de usar tornozeleira
eletrônica.

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