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Yedda Gaspar, da Faaperj, critica o
reajuste dos medicamentos
- Marcio
Mercante / Agencia O Dia
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Aumento para
medicação é de 4,43%. Aposentadorias acima do mínimo subiram 3,43%
Rio - Os preços
dos remédios subiram mais que o reajuste dos aposentados do INSS que recebem
acima do salário mínimo: 4,33% ante 3,43% do reajuste dos benefícios. E quase
empatou com o aumento do salário mínimo, que ficou em 4,6%. A alta autorizada
pelo governo federal para este ano ficou, inclusive, acima da inflação medida
pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acumula de março
de 2018 a fevereiro deste ano, 3,89%. Ao contrário dos anos anteriores o
reajuste em 2019 vai atingir todos os tipos de remédios. E isso penaliza, em
particular, os aposentados que dependem dos medicamentos de uso contínuo.
Yedda Gaspar,
presidente da Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Estado
do Rio de Janeiro (Faaperj) critica o reajuste mais alto que o aumento dos
aposentados e dispara: "Daqui a pouco o aposentado não vai ter nem como
comprar os remédios para se manter vivo".
Ela conta
ao DIA que utiliza dez medicações todos os dias e no sábado ao
fazer uma busca pela internet já percebeu o aumento no preço e quase teve
"um treco". "O Alenia, que uso pra asma, custava R$ 79 e agora
está R$ 93. Como vou comprar?", pergunta a aposentada.
"Essa
matemática do governo é nefasta. O aumento do meu benefício este ano não chegou
a R$ 100 e só em um remédio vou ter que pagar R$ 93. Quando comprar os outros
nove que tenho que usar todos os meses - e com o valor reajustado acima da
aposentadoria - será que vai sobrar alguma coisa?", questiona D. Yedda.
Reajuste de
aposentados
Os aposentados
que recebem acima de um salário mínimo tiveram seus benefícios corrigidos pelo
Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de apenas 3,43% em 2018. Abaixo
do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o índice oficial da
inflação que encerrou o ano de 2018 de 3,75%.
O Ministério da
Saúde explica em nota que o percentual não é um aumento automático nos preços,
mas uma definição de teto permitido de reajuste. Com isso, cada empresa pode
optar por aplicar o índice total ou menor.
Dicas para
economizar
E para dar uma
mãozinha, O DIA pegou
algumas dicas com a Proteste de como economizar na compra de medicamentos. A
primeira delas é pesquisar preços. "O consumidor tem que procurar em
diferentes redes de farmácias e drogarias, algumas inclusive cobrem o preço da
concorrência", orienta a Proteste. E orienta a fazer o cadastro de
fidelidade nos estabelecimentos para conseguir descontos.
Outra opção é
dar preferência aos genéricos. "Peça ao médico fazer a prescrição pelo
nome do princípio ativo, e não pelo nome comercial", orienta a Proteste.
Fazer um
cadastro na Farmácia Popular também pode ser uma alternativa. "Se você tem
hipertensão, diabetes ou asma, pode adquirir medicamentos gratuitos pela
Farmácia Popular, acessível a todos. O programa oferece remédios com preços até
90% mais baixos", informa.
E para
finalizar é possível pegar remédios gratuitos pelo SUS. O Ministério da Saúde
disponibiliza remédios para diversas doenças nas Unidades Básicas de Saúde. Só
é preciso levar a receita, que não precisa ser de um médico do SUS, e a
identidade para retirá-los.
Por MARTHA IMENES

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