O Estado do Rio de Janeiro já conta com uma
importante ferramenta tecnológica: os drones. Os veículos aéreos não
tripulados estão sendo usados comcada vez mais frequência nas
ações do Governo do Estado, seja com o objetivo de prevenção ou nas
operações coordenadas com as secretarias e órgãos estaduais.
Segundo a Coordenadoria de Veículos Aéreos Não Tripulados do Corpo de
Bombeiros (Covant), a finalidade dos drones se divide em três frentes.
– Hoje, atuamos no salvamento, em buscas nas matas e no mar e ainda
somos acionados para fazer parte de operações coordenadas de outras secretarias
e órgãos. Além disso, caso haja algum grande evento no estado, como
deslizamentos, incêndios ou desabamentos, também estamos preparados para agir –
explicou o tenente-coronel Felipe Monteiro, coordenador do Covant.
Com três equipamentos e uma equipe com 10 militares, a coordenadoria é
responsável pela captação de imagens de satélite para verificar a situação do
evento em tempo real.
– Assim que o drone capta a imagem, ela é enviada ao Centro de
Controle e serve como um auxílio para uma rápida tomada de decisão daquele
evento. Caso seja um deslizamento, por exemplo, é possível ter a noção exata da
situação para direcionar os próximos passos da ação – disse o tenente-coronel.
Atuação nas barragens fluminenses
Além de participar do mapeamento de possíveis focos no Aedes
aegypti, em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde, o Covant também está
auxiliando a Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade e o Instituto Estadual
do Ambiente (Inea) na vistoria das barragens fluminenses. Sete estão em
situação crítica e, por isso, estão sendo sobrevoadas para um diagnóstico mais
detalhado. O relatório final sairá no fim de abril.
Novos drones vão permitir voos noturnos
O Estado do Rio ganhará mais quatro drones. Os equipamentos foram
doados pelo Gabinete de Intervenção Federal. Mais avançados – com captação
térmica e zoom de até 30 vezes – os novos drones vão permitir
voos noturnos, além de melhorar o resgate em incêndios, pois será possível a
identificação de possíveis vítimas através do calor.
Para operar um drone, a coordenadoria oferece um curso de especialização de cinco semanas aos militares.
Para operar um drone, a coordenadoria oferece um curso de especialização de cinco semanas aos militares.
– Além dos ensinamentos básicos de voo e busca, fazemos um
treinamento diário, que chamamos de teste operacional, onde não é possível o
olho humano atuar. O drone preenche esta lacuna – ressaltou o coordenador do
Covant.

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