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Manifestantes
bloqueiam acesso a mina de carvão durante
protesto em
Fuerabamba, no Peru — Foto: Mitra Taj/Reuters
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Estado de
emergência foi declarado em área de mineração tomada por conflitos com a
população local.
O governo do Peru propôs anular o Estado de
Emergência em uma zona de conflito, desde que a comunidade indígena que
protesta contra a mina Las Bambas, da empresa chinesa MMG, pare o uso da força,
disse o primeiro-ministro nesta segunda-feira (1º).
Salvador del
Solar fez a proposta ao líder da comunidade Fuerabamba, Gregorio Rojas, durante
uma reunião no domingo para iniciar um processo de diálogo junto com a empresa.
O premiê tenta colocar fim ao conflito, que interrompeu as exportações de uma
das maiores minas de cobre do país.
"O que
acertamos é que primeiro ele vai consultar se sua comunidade está de acordo.
Ele não pode tomar decisões hoje mesmo sem consultar os habitantes de sua
própria comunidade", disse De Solar em um comunicado de seu escritório.
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Comunidade
tradicional peruana vive em vilas após
construção
de minas no Peru
Foto:
Mariana Bazo/Arquivo/Reuters
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Não foi
possível contatar Rojas de imediato nesta segunda-feira. Seu advogado disse que
ele estava a caminho da região andina de Fuerabamba, cujos habitantes continuam
impedindo o acesso a Las Bambas e à estrada usada para receber provisões e
transportar cobre.
Estado de
emergência
O governo
declarou o estado de emergência na zona de conflito, suspendendo o direito de
livre circulação por 15 dias e autorizando as Forças Armadas a restabelecerem a
ordem no distrito de Challhuahuacho, da região Apurimac.
Entretanto, as
autoridades ainda não tentaram despejar os manifestantes à força, temerosas dos
choques violentos que frearam empreendimentos de mineração no passado.
Las Bambas
produz cerca de 400 mil toneladas de cobre por ano no Peru, o segundo maior
produtor mundial do metal.
Por Reuters


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