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Gilmar Mendes: pedido de suspeição foi
arquivado
Ueslei
Marcelino/Reuters
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Na decisão,
Raquel Dodge escreveu que contato de Aloysio Nunes com o gabinete de
Gilmar ou com o próprio ministro não 'revelou amizade íntima'
A
procuradora-geral da República, Raquel Dodge, decidiu nesta segunda-feira (11)
arquivar um pedido
da força-tarefa da Lava Jato no Paraná para que fosse declarada a
suspeição do ministro Gilmar Mendes em julgamentos relacionados ao ex-diretor
da Dersa e suposto operador do PSDB Paulo
Vieira de Souza, o Paulo Preto, retirando-o da relatoria destes
processos.
De acordo com
procuradores, ligações telefônicas e mensagens demonstraram que Aloysio
Nunes (ex-senador e ex-ministro das Relações Exteriores do governo
Temer) buscou interferir em julgamento de habeas corpus do suposto operador, em
contato direto e pessoal com Gilmar.
Na decisão,
Raquel Dodge aponta que as informações trazidas pela força-tarefa "chamam
atenção pela ousadia do investigado" em tentar interceder em favor de
Paulo Vieira. No entanto, ainda que isso tenha de fato ocorrido, aponta a chefe
da PGR, o contato com o gabinete de Gilmar ou com o próprio ministro não
"revelou amizade íntima" entre eles.
"Ainda que
tenha efetivamente ocorrido, o contato com o gabinete do Ministro ou com o
próprio Ministro não revelou amizade íntima entre ambos, nem, do ponto de vista
objetivo, influiu, nem determinou o juízo valorativo do magistrado em relação
ao réu ou à causa, vez que, na sequência dos fatos narrados, a decisão liminar
foi revogada", afirma Raquel.
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Paulo Vieira e
Aloysio foram alvo da Operação
Ad Infinitum, Lava Jato 60, deflagrada no dia 19. Nesta etapa, a
força-tarefa mirou contas na Suíça atribuídas a Vieira de Souza que chegaram à
cifra de R$ 130 milhões. Um cartão
de crédito teria sido emitido em benefício de Aloysio Nunes. As
investigações miram a suposta operação de Paulo Vieira para agentes políticos e
em pagamentos da Odebrecht a ex-diretores da Petrobras.
Ao arquivar o
pedido de suspeição, Raquel lembrou ainda que, em torno de Paulo Vieira, Gilmar
chegou a revogar recentemente uma liminar que havia concedido e que beneficiava
o suposto operador.
Agência Estado

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