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General
Franklimberg Ribeiro de Freitas durante
cerimônia
militar — Foto: Sargento Rezende/FAB
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De origem
indígena, ele já comandou o órgão durante o governo Temer. Diário Oficial
também publicou exoneração de diretora de Proteção Territorial da fundação.
Foi divulgada
em edição extra do Diário Oficial da União de quarta-feira (16) a nomeação do
general do Exército Franklimberg Ribeiro de Freitas para a presidência da
Fundação Nacional do Índio (Funai).
Ele
foi escolhido para o cargo pela ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos,
Damares Alves, que ficou responsável pelo órgão, quando o governo Jair
Bolsonaro decidiu tirar a fundação das atribuições do Ministério da Justiça.
Franklimberg já
ocupou a presidência da Funai no governo Temer, indicado pelo PSC. Foi
exonerado em 2017, após pressão de ruralistas junto ao Palácio do Planalto.
Quando o nome
do general ainda era cotado para o cargo, assessores de Damares afirmaram que,
por ter origem indígena, Franklimberg teria o apoio de setores indígenas para
comandar a fundação.
Também foi
publicada a exoneração de Azelene Inácio, da Diretoria de Proteção Territorial
da Funai, e que
chegou a ser considerada para o comando do órgão.
Na semana
passada, o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, encaminhou
o pedido de demissão dela à Casa Civil, por causa de uma investigação do
Ministério Público que apontava conflito de interesses no cargo.
Entretanto,
como a Funai foi transferida de pasta, a exoneração não foi efetivada, o que só
ocorreu nesta quarta.
Política
indigenista
Criada em 1967,
a Fundação Nacional do Índio promove estudos de identificação, delimitação,
demarcação, regularização fundiária e registro das terras tradicionalmente
ocupadas pelos povos indígenas, além de monitorar e fiscalizar as terras
indígenas.
Conforme a
página oficial do órgão, cabe à Funai, ainda, "promover ações de
etnodesenvolvimento, conservação e a recuperação do meio ambiente nas terras
indígenas, além de atuar no controle e mitigação de possíveis impactos
ambientais decorrentes de interferências externas às terras indígenas."
'Zoológicos'
Em novembro do
ano passado, já como presidente eleito, Jair Bolsonaro afirmou que manter
índios em reservas é como ter animais em zoológicos.
Durante toda a
campanha, o presidente afirmou reiteradas vezes que, se eleito, não demarcaria
"um milímetro a mais" de terras indígenas.
No artigo 231,
a Constituição Federal declara os "direitos originários" dos índios
sobre as terras tradicionalmente ocupadas e afirma que compete à União demarcar
essas terras.
Por G1

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