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O ministro
das Relações Exteriores, Ernesto Araújo
Foto: Fabio Pozzebom / Agência Brasil
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Dois dias
depois de assumir
o cargo de ministro das Relações Exteriores, o chanceler Ernesto Araújo desempenha
nesta sexta-feira (4) sua primeira missão no exterior. Ele participa da reunião
do Grupo de Lima, que acontece na capital peruana. Há grande expectativa sobre
as medidas que o grupo poderá tomar para pressionar o governo de Nicolás Maduro a
restabelecer a democracia na Venezuela.
A reunião foi
convocada para este início de janeiro para que os países tomem uma posição em
relação a Maduro, antes da posse dele no dia 10 para um mandato de mais seis
anos. A eleição dele,
em maio, não teve a participação da oposição e sua legitimidade foi
contestada por parte da comunidade internacional.
O encontro
acontece depois da passagem por Brasília do secretário de estado americano Mike
Pompeo, para a posse do presidente Jair Bolsonaro.
Na quarta-feira (2) ele teve encontro
de trabalho com o ministro Ernesto Araújo.
Ainda em
Brasília, Mike Pompeo se encontrou na terça-feira (1º) com o ministro das
Relações exteriores do Peru, Nestor Popolizio, que defende o rompimento das
relações diplomáticas com a Venezuela.
Antes de chegar
a Brasília, Mike Pompeo passou pela Colômbia, onde se encontrou com o
presidente Ivan Duque, em Cartagena. Os Estados Unidos não integra o Grupo de
Lima. Mas há expectativa de que o secretário de Estado participe do encontro
por meio de conferência por telefone. Na Colômbia, Mike Pompeo disse que apoia
a proposta do presidente Ivan Duque para que os países do Grupo de Lima não
reconheçam o governo de Maduro.
O Grupo de Lima
foi criado em 2017 por iniciativa do governo peruano com o objetivo de pressionar
para o restabelecimento da democracia na Venezuela. Além do Brasil e do Peru,
mas 11 países integram o grupo – Argentina, Canadá, Colômbia, Costa Rica,
Chile, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá e Paraguai.
Há um mês o
ministro das Relações Exteriores do Peru, Nestor Popolizio, anunciou que o Peru
vai propor da reunião desta sexta que o grupo decida pelo rompimento das
relações diplomáticas com a Venezuela e adote outras medidas de caráter
econômico para pressionar de Nicolás Maduro.
Maduro não
foi convidado para participar da posse do presidente Jair
Bolsonaro. O fato é um sinal da disposição do novo governo de endurecer a
posição do Brasil em relação à Venezuela. O contraponto à posição brasileira é
o México, onde o novo presidente, Andrés
Manuel Lopez Obrador, convidou Maduro para a posse em 1° de dezembro, à
qual ele compareceu. Lopez Obrador é primeiro político de esquerda eleito para
a presidência do México, país que também integra do Grupo de Lima.
Nesta
quinta-feira (3), antes de embarcar no Brasil, o ministro Ernesto Araújo
publicou no Twitter: "Embarcando para Lima, onde participarei, com o
assessor internacional da Presidência, Filipe G. Martins, da reunião do Grupo
de Chanceleres das Américas que trabalham pela volta da democracia à Venezuela
( Grupo de Lima)".
Por João Borges

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