Governo
apresentou balanço de dois meses de trabalho da comissão criada em razão da
Operação Registro Espúrio, deflagrada pela PF para apurar irregularidades em
registros sindicais.
O Ministério do
Trabalho informou nesta quinta-feira (20) que a comissão criada pela
pasta em razão da Operação
Registro Espúrio cancelou 135 atos sindicais e não anulou nenhum
registro.
Deflagrada pela
Polícia Federal em maio deste ano, a Registro Espúrio apura
irregularidades na concessão de registros sindicais pelo
Ministério do Trabalho.
Pessoas
investigadas pela PF chegaram a dizer que, para obter os registros, precisavam
dar "faz-me
rir" a funcionários do ministério.
Segundo o
Ministério do Trabalho, os atos sindicais cancelados pela comissão nesses dois
meses envolvem, por exemplo, pedidos para alterar a base da categoria e também
para ampliar a base territorial.
De acordo com o
ministro, Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello, a comissão já analisou 304
processos. Dentro dos 304 processos, 135 atos foram anulados após a verificação
de irregularidades, como a aprovação dos pedidos sem nenhum fundamento legal.
Desde que
assumiu o ministério, informou o ministro Vieira de Mello, ele suspendeu todas
as análises de registros sindicais, o que representa cerca de 3.400 pedidos
parados.
Novo governo
Com a decisão
do presidente eleito Jair Bolsonaro de acabar
com o Ministério do Trabalho, Vieira de Mello afirmou que não teve
contato com ninguém da transição do governo.
Segundo ele, o
contato está sendo feito com algumas áreas específicas do ministério.
“Não tive
contato com ninguém da transição, não me procuraram”, disse. O ministro brincou
e disse que ele será extinto. “Eu vou ser, como já me disseram, a arara azul,
extinto. Não preciso falar nada”, afirmou.
Segundo o
futuro governo, os ministérios da Economia, da Justiça e da Cidadania herdarão
as atribuições do Ministério do Trabalho.
Por Laís Lis, G1 — Brasília
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