Fachin marca interrogatório de Geddel no caso do apartamento com R$ 51 milhões | Rio das Ostras Jornal

Fachin marca interrogatório de Geddel no caso do apartamento com R$ 51 milhões


Geddel Vieira Lima durante entrevista à TV Globo
Foto: Reprodução/ TV Globo
Depoimento do réu, que marca reta final do processo, será em 31 de outubro. Após interrogatório dos acusados, inicia-se etapa das alegações finais e envio do processo ao revisor.
O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para o dia 31 de outubro o depoimento do ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) e do irmão dele, o deputado federal Lúcio Vieira Lima, na ação penal sobre os R$ 51 milhões encontrados em caixas e malas em apartamento de Salvador.
Os dois, a mãe deles – Marluce Vieira Lima – e mais duas pessoas respondem desde maio deste ano pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Geddel está preso desde setembro do ano passado no presídio da Papuda, em Brasília, e a Polícia Federal afirma ter encontrado as digitais do ex-ministro no apartamento.
Os interrogatórios dos réus marcam o fim da instrução da ação penal, ou seja, significa que o processo está perto de ser julgado. Após os réus serem ouvidos, inicia-se a última etapa do processo, as alegações finais, nas quais o Ministério Público e os acusados apresentam uma posição final sobre todas as provas e depoimentos coletados.
Depois disso, o relator libera o caso para o revisor – ministro Celso de Mello – analisar. Quando o relator liberar o processo, o julgamento será marcado na Segunda Turma – a expectativa é de julgamento no primeiro semestre de 2019.
Conforme decisão desta quarta-feira, Marluce será ouvida no dia 30 de outubro de 2018, às 16h30, na Justiça Federal da Bahia. Já Geddel e o irmão Lúcio serão ouvidos no dia em 31 de outubro de 2018, às 16h, na sede do STF.
Origem dos R$ 51 milhões
PF encontrou caixas e malas com dinheiro em apartamento
que teria sido utilizado por Geddel 
 Foto: Reprodução GloboNews
Na denúncia apresentada ao STF, a Procuradoria Geral da República (PGR) afirmou que os R$ 51 milhões têm como possíveis origens propinas da construtora Odebrecht; repasses do operador financeiro Lúcio Funaro; e desvios de políticos do MDB.
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse que estatais como Petrobras, Furnas e Caixa Econômica Federal tiveram prejuízo de ao menos R$ 587,1 milhões. Só no banco, teriam sido desviados para propina R$ 170 milhões pela ingerência de Geddel, segundo a PGR.
A Procuradoria também apura se uma parte dos R$ 51 milhões corresponde à parte dos salários de assessores que, segundo a PF, eram devolvidos aos irmãos Vieira Lima.
Por Mariana Oliveira, TV Globo — Brasília

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