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Adriana
Ancelmo chega a apartamento no Leblon, onde ficará
em prisão
domiciliar
(Foto:
Alessandro Buzas/Futura Press/Estadão Conteúdo)
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Com a
decisão de Marcelo Bretas, a ex-primeira dama do Estado do Rio poderá sair de
casa, inclusive para trabalhar, desde que use a tornozeleira eletrônica.
O juiz Marcelo
Bretas, da 7º Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, substituiu a prisão
domiciliar de Adriana Ancelmo, ex-primeira dama do estado, pelo uso de
tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar nos finais de semana.
Segundo
informação publicada pelo colunista Lauro Jardim, do Jornal O Globo, e
confirmada pela TV Globo, o juiz atendeu a um pedido do Ministério Público
Federal.
Com a decisão,
as medidas cautelares de recolhimento domiciliar integral, que incluía a não
instalação de linha telefônica na residência de Adriana e o impedimento de
acesso à internet foram suspensas. O juiz determinou que a ex-primeira dama
pode sair durante a semana usando a tornozeleira eletrônica, inclusive para
trabalhar, e só vai precisar estar em casa entre 8h da noite e 6h da manhã.
Em
fevereiro deste ano o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu por 3 votos a
1, manter a ex-primeira-dama do Rio de Janeiro Adriana Ancelmo em
prisão domiciliar. Em dezembro do ano passado, Adriana foi solta por decisão do
ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e foi cumprir a
prisão em casa.
No pedido para
derrubar a prisão preventiva, a defesa alegou que Adriana Ancelmo tem dois
filhos, de 11 e 15 anos. A mulher do ex-governador do Rio Sérgio Cabral foi
condenada a 36 anos de prisão em primeira instância.
Em nota, a
defesa da ex-primeira dama disse que ainda não teve acesso à decisão.
Condenada
por lavagem de dinheiro e organização criminosa
Adriana tem,
pelo menos, duas condenações, cujas penas somam cerca de 27 anos de prisão. Em
dezembro do ano passado, o juiz Marcelo Bretas condenou
a ex-primeira dama a oito anos de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro.
Em setembro, Adriana foi condenada
por participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujas
penas somam 18 anos e três anos de prisão.
O juiz também
condenou a ex-primeira-dama a oito anos de prisão por lavagem de dinheiro. É a
segunda condenação de Adriana Ancelmo. As penas dela somam 28 anos de prisão.
Adriana Ancelmo
foi presa em dezembro num desdobramento da Operação Calicute. Em março, saiu do
presídio e passou a cumprir a pena em prisão domiciliar - sem acesso à internet
e telefone.
Adriana
responde por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Por Arthur Guimarães, TV Globo

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