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Simulação de
como o robô criado por alunos da UFRJ ficará
depois de
pronto (Foto: Divulgação/ Equipe UFRJ Nautilus)
|
Estudantes
fazem financiamento para custear viagem para os Estados Unidos.
Estudantes de
graduação de vários cursos da UFRJ lutam para representar o Brasil, pela
segunda vez, na RoboSub, uma das maiores competições de robótica submarina do
mundo, que acontece todos os anos em San Diego, nos Estados Unidos.
Para chegar até
lá, eles construíram o BrHUE, robô subaquático que será o único representante
do país na competição, que conta com mais de 50 grupos de estudantes de
universidades e do Ensino Médio de instituições de todo o mundo.
O preparo do
robô está na fase da montagem final, já que os alunos devem embarcar em julho.
Para ajudar nos custos da viagem, eles abriram um
financiamento coletivo para pagar passagens, hospedagem e outras
despesas. Até esta a manhã desta segunda-feira, o time tinha atingido 72% da
meta.
Esta será a
segunda vez que os alunos da UFRJ participarão da competição. A primeira foi em
2016, com o robô que atualmente eles chamam de “vovozão”, por ser mais antigo e
mais rudimentar em relação ao projeto desenvolvido atualmente.
Futuro das
tarefas submarinas
Os robôs como o
que está sendo desenvolvido pelos alunos da UFRJ são conhecidos como AUV –
Autonomous Underwater Vehicle, veículo submarino autônomo, em tradução livre.
Eles são considerados tecnologia de ponta no uso de inteligência artificial,
exploração e execução de tarefas submarinas.
“Isso pode ser
usado na indústria de óleo e gás, posso fazer a amostragem dentro de bacias e
de lagoas, posso fazer o controle do assoreamento de um rio, por exemplo”,
destacou Matheus Sant’anna, capitão da equipe, que ressalta que a tecnologia
pode baratear as operações e diminuir o risco de perdas humanas em várias ações
de risco.
Na RoboSub, o
equipamento criado pelos estudantes terá que executar com precisão série de
tarefas dentro de um tanque de 15 metros de profundidade.
“A competição
simula situações da indústria de forma mais simples”, contou William Xavier,
aluno de Engenharia Naval.
Construindo
do zero
O preço do robô
que será levado tem o custo de cerca de R$ 50 mil. Mas esse dinheiro não saiu
dos bolsos dos estudantes. A equipe se sustenta com a concessão do espaço pela
universidade e com o conhecimento dos professores e com a ajuda da iniciativa
privada, principalmente na realização de serviços e peças.
“A gente teve
que praticamente construir certas coisas do zero. Por exemplo, um propulsor
como esse é vendido lá fora e é encontrado com muita facilidade, porém não
existe no mercado nacional. A gente resolveu não comprar o nosso propulsor, até
para baratear os custos, e desenvolveu o nosso”, contou Wagner.
Os propulsores,
que impulsionam o equipamento dentro d’água, ganharam forma graças a uma
impressora 3D.
Financiamento
Dos 35 membros
da equipe, 13 deles devem viajar para o exterior para participar da competição.
Para arcar com os custos, eles estão fazendo um financiamento coletivo.
“A importância
de o Brasil estar bem representado é mostrar essa competitividade
internacional. Nós vemos, por exemplo, países dos Brics como Rússia, Índia e
China chegando na frente e a gente quer levar o Brasil”, destacou Camilla Lima,
estudante de Relações Internacionais que é responsável pela ponte entre os
estudantes e a organização do concurso.
Por Cristina Boeckel, G1 Rio

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