O PT terminou a
semana preocupado com o futuro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva e apreensivo em relação ao conteúdo da delação premiada do
ex-ministro Antonio
Palocci.
O ambiente é
bem diferente do início da semana, quando o partido avaliou ter iniciado uma
virada na área jurídica.
A absolvição
da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, pela Segunda Turma do STF,
foi comemorada pelo partido. Diante da decisão, a legenda se preparava para tentar,
na mesma Turma, reverter
a prisão de Lula.
A avaliação no
partido é que seria remota a chance de a Segunda Turma aceitar o pedido de
liberdade de Lula, mas, ao mesmo tempo, o PT acreditava na possibilidade de ser
concedida ao ex-presidente a prisão domiciliar.
O pedido de
liberdade de Lula seria julgado pela Segunda Turma na próxima terça (26).
Mas o
ministro Edson Fachin arquivou o pedido.
Delação de
Palocci
Outra
preocupação do PT é com o teor da delação de Antonio Palocci, homologada
pela Justiça.
De forma
reservada, petistas reconhecem que, por mais que o partido tenha feito uma
campanha de desconstrução da credibilidade do ex-ministro, Palocci participava
da intimidade do PT e do ex-presidente Lula.
"Palocci
sempre esteve no núcleo próximo de Lula. Os desdobramentos dessa delação ainda
são imprevisíveis. Isso vai manter o PT no foco do desgaste", reconheceu
ao blog um parlamentar petista.
Por Gerson Camarotti

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