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© Fournis
par RFI
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A corrupção em
diversos países da América Latina e a crise na Venezuela serão os principais
assuntos na agenda da Cúpula das Américas, que acontece nesta sexta-feira (13)
e sábado (14), em Lima, no Peru. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
não participa da conferência para poder lidar com a crise na Síria.
O presidente
dos EUA cancelou no último minuto o que seria sua primeira viagem à
América Latina desde que assumiu o cargo, em janeiro de 2017. Segundo a
Casa Branca, ele escolheu ficar em Washington "para supervisionar a
resposta dos EUA à Síria". O vice-presidente Mike Pence representará os
Estados Unidos em Lima e Ivanka, filha e conselheira do presidente, também
estará presente, promovendo o papel das mulheres na economia do continente.
Esta é a
primeira vez que um presidente americano não participa do encontro regional
implementado pelo ex-presidente Bill Clinton em 1994. A ausência foi recebida
como um insulto pela América Latina, há muito vista como o quintal dos Estados
Unidos, mas onde a influência da China está crescendo.
"Pela
primeira vez em muito tempo, os Estados Unidos pararam de agir de maneira
proativa frente à América Latina e essa decisão só confirma isso", disse a
analista política peruana Lucia Dammert.
Relações
tensas com o México
Em quase 15
meses de presidência, Trump teve relações tensas com seus vizinhos do sul,
particularmente com o México em questões de migração e comércio. Um exemplo é a
decisão do presidente de enviar de 2.000 a 4.000 militares à fronteira com o México
para conter a imigração ilegal.
A decisão
exacerbou as tensões com o vizinho do sul, que considerou as atitudes
desrespeitosas. Na segunda-feira (9), o chefe da diplomacia mexicana, Luis
Videgaray, disse que o país reavaliaria sua relação de cooperação com os EUA
por causa de disputas bilaterais "notórias".
Na questão
comercial, a renegociação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte(NAFTA),
assinado em 1994 com o Canadá e o México e considerado um "desastre"
por Trump, também está dificultando as relações regionais com Washington.
Maduro
ausente
Apesar da
ausência de Trump em Lima, a situação na Venezuela estará no centro das
discussões desta VIII Cúpula das Américas. Uma frente comum contra o governo do
socialista Nicolás Maduro poderia surgir, com o objetivo de não reconhecer o
resultado da eleição presidencial marcada para o dia 20 de maio.
Para
Washington, a Venezuela é "o problema mais urgente do hemisfério",
disse um funcionário do Departamento de Estado dos EUA.
De sua parte, o líder
venezuelano desistiu na terça-feira (10) de viajar ao Peru, dizendo que não
estaria em segurança. Esta reunião "não é uma das nossas prioridades,
nenhuma decisão será tomada, é uma verdadeira perda de tempo",
acrescentou.
O encontro, no
entanto, contará com a presença de Raúl Castro, poucos dias antes de o líder
cubano passar o bastão, pondo fim a mais de 40 anos de poder incontestado dos
irmãos Castro na ilha.
A corrupção
também estará no centro das discussões, após diversos escândalos que varreram o
continente, incluindo o ex-presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski,
recentemente deposto, e ex-chefe de Estado do Brasil Luís Inácio Lula da Silva,
agora na prisão.
Com
informações da AFP

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