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alliance/AA/M. Bekkur Nove pessoas ficaram
feridas após
suposto ataque químico na Síria
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Um suposto ataque
químico em Saraqueb, na província síria de Idlib, deixou ao menos nove pessoas
feridas, afirmaram médicos e equipes de resgate nesta segunda-feira (05/02). O
bombardeio, que ocorreu um dia após a morte de um piloto russo na região, é
atribuído ao regime do presidente Bashar al-Assad.
De acordo com a
Sociedade Médica Sírio-Americana, uma organização que apoia hospitais no país,
médicos em Idlib reportaram 11 pacientes com sintomas de intoxicação por cloro.
Já Radi Saad, do grupo de voluntários Defesa Civil Síria, disse que nove
pessoas sofreram lesões. Saad afirmou que dois barris contendo gases químicos
foram jogados de helicópteros na noite de domingo na cidade.
Os bombardeios
se intensificaram em Idlib, região controlada por rebeldes do Organismo de Libertação
do Levante, após um avião russo ter sido abatido por míssil antiaéreo. O piloto
foi morto num tiroteio depois de saltar de paraquedas.
Médicos e
voluntários de equipes de resgate também acusaram o governo sírio de usar gás
cloro em pelo menos três ocasiões no último mês na região de Ghouta Oriental,
reduto rebelde que tem cerca de 400 mil habitantes e está cercado desde
2013.
Acusação internacional
Além de
organizações locais, os Estados Unidos também denunciaram nesta segunda-feira
os supostos ataques recentes com armas químicas na Síria e acusaram a Rússia de
proteger o regime de Assad.
"Temos
relatórios de que o regime de Assad usou gás cloro contra sua própria gente
várias vezes em semanas recentes, inclusive neste domingo. Há provas óbvias de
dúzias de vítimas", disse ao Conselho de Segurança a embaixadora
americana, Nikki Haley.
Segundo Haley,
seu país propôs aos demais membros uma declaração de condenação desses ataques,
cuja adoção foi "atrasada" pela Rússia.
O embaixador
russo, Vasily Nebenzia, afirmou, pouco depois, que Moscou está disposto a
aprovar uma condenação contra o uso de armas químicas, mas disse que não pode
apoiar a linguagem usada por Washington e alegou que tem sido promovida uma
"campanha de propaganda" que visa acusar o governo sírio por ataques,
cujos autores não teriam sido identificados.
No último ano,
Moscou vetou em várias ocasiões a continuidade do mecanismo internacional
encarregado de investigar quem usou esse tipo de armamento proibido na Síria
por considerar que seu trabalho não estava sendo independente nem profissional.
O governo sírio
nega veemente usar armas químicas durante o conflito na Síria, que já dura
quase oito anos. O governo sírio alega ainda ter entregado seu arsenal do tipo
à Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) em 2013.

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