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© Reuters
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O chefe de
Estado cerimonial da Coreia do Norte, Kim Yong-nam, de 90 anos, fará uma visita
inédita à Coreia do Sul nesta semana no âmbito dos Jogos Olímpicos de Inverno
de Pyeongchang, informou nesta segunda-feira (05/02) a agência estatal de
notícias norte-coreana KCNA.
Opinião: Os
Jogos de Kim
A agência
confirmou a presença de Kim Yong-nam, presidente do Parlamento norte-coreano,
na cerimônia de abertura dos Jogos, nesta sexta-feira. Ele viajará acompanhado
de três dirigentes políticos e uma equipe de apoio de 18 membros, segundo o
Ministério sul-coreano da Unificação.
A visita de
três dias aumenta as expectativas de que possam ocorrer conversações de alto
nível entre as duas Coreias nos próximos dias.
O gabinete da
presidência sul-coreana disse que a visita de de Kim, o mais alto representante
do norte a atravessar a fronteira desde 2014, criará diversas oportunidades
para conversações. A visita "demonstra o comprometimento da Coreia do
Norte com a melhora das relações intercoreanas e o sucesso dos Jogos Olímpicos,
além de uma postura séria e sincera", disse um porta-voz da presidência
sul-coreana.
Um símbolo da
reaproximação entre os dois países será a participação de uma equipe conjunta
de hóquei no gelo das duas Coreias nos Jogos Olímpicos de Inverno. As duas
delegações desfilarão juntas sob uma bandeira da Península Coreana unificada.
Também estarão
presentes na cerimônia de abertura o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike
Pence, e o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, além de outros líderes.
Na sexta-feira,
o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, afirmou em telefonema ao seu homólogo
americano, Donald Trump, que o bom momento das relações entre as duas Coreias
deve continuar e que a visita de Pence ao país é um "prelúdio importante
disso".
Trump afirmou,
durante um encontro com desertores norte-coreanos, que, apesar de a situação
ser muito complicada, a participação norte-coreana nos Jogos poderá resultar em
algo positivo.
Segundo
informações da Casa Branca, Pence pretende se contrapor ao que considera
esforços de Pyongyang para "sequestrar" os Jogos Olímpicos através de
uma campanha de propaganda.
As duas Coreias
permanecem tecnicamente em guerra desde o conflito entre as duas partes
(1950-1953), que terminou em armistício, em vez de tratado de paz.
As tensões se
agravaram dramaticamente no ano passado com os avanços promovidos pelo regime
do ditador Kim Jong-un em seu programa nuclear, além da retórica agressiva que
dominou as relações entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos.

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