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© Mowa Press A
CBF enviará à Fifa a defesa de Marco
Polo Del Nero, que está afastado desde
dezembro
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O presidente
afastado da CBF, Marco Polo Del
Nero, vai se defender diante do Comitê de Ética da Fifa por meio de uma
videoconferência. Sem poder viajar sob o risco de ser preso, o brasileiro terá
advogados em Zurique e uma conexão direta com a Fifa para responder eventuais
perguntas.
A partir desta
segunda-feira, a CBF entrega
a defesa de Del Nero alegando que os documentos usados para afastar o cartola
da entidade não provam qualquer tipo de recebimento de propinas. Originalmente,
a Fifa havia exigido uma posição da parte da defesa ainda no dia 4 de janeiro.
Mas os advogados solicitaram uma extensão do prazo.
O dirigente foi
indiciado nos Estados Unidos por corrupção
e lavagem de dinheiro. Mas, ao permanecer no Brasil, conseguiu evitar
ser preso e extraditado para Nova York, onde seria julgado. Em dezembro, diante
das evidências apresentadas por promotores americanos
ao tribunal citando a suposta corrupção de Del Nero, a Fifa optou por o afastar
por 90 dias, enquanto julgava seu caso.
Se condenado e
banido, Del Nero terá de abandonar o futebol, abrindo espaço para eleições na CBF. Mas a defesa do
brasileiro insiste que existem duas brechas para desmontar as acusações. A
primeira delas é de que, ao contrário do que ocorreu com José Maria Marin, não existiriam
provas concretas do recebimento de propinas, que chegariam a US$ 6,5 milhões
(aproximadamente R$ 20 8 milhões).
Outro argumento
utilizado é de que, em dois anos, a Fifa jamais produziu um só documento de
evidências contra Del Nero, baseando toda sua acusação em investigações
realizadas por terceiros. No caso, a Justiça dos Estados Unidos.
Uma vez
entregue a defesa, Del Nero será ouvido pelo Comitê de Ética, que tem a
incumbência de determinar sua pena. A data, porém, está sendo mantida em sigilo
por parte da Fifa em razão da confidencialidade do processo. Em Zurique, o
comentário é que a reunião virtual ocorrerá “nos próximos dias”.
A realização de
videoconferências com suspeitos ou envolvidos em casos de ética não é
exatamente uma novidade no mundo dos esportes. A CAS (Corte
Arbitral do Esporte), por exemplo, usa o sistema com frequência, inclusive para
agilizar os trâmites de casos e não vê como um problema a ausência física da
pessoa em questão.
Na Fifa, porém,
fontes revelam que uma saia-justa pode ser escancarada se algum dos membros do
Comitê de Ética resolver fazer uma pergunta simples: “Por qual motivo o
suspeito não pode comparecer à audiência para se defender?”
VEJA.com

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