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Stringer Veloso disse estar "muito preocupado"
com as ameaças de que teve conhecimento,
sobretudo as
veiculadas
em redes sociais
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Em visita à
ministra Cármen Lúcia no STF (Supremo Tribunal Federal) nesta segunda (15), o
presidente da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), Roberto Veloso,
pediu reforço de segurança para o prédio e os juízes do TRF-4 (Tribunal
Regional Federal da 4ª Região) em razão do julgamento do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva.
Veloso disse
estar "muito preocupado" com as ameaças de que teve conhecimento,
sobretudo as veiculadas em redes sociais. Ele disse que levará a diretoria da
Ajufe para visitar o TRF-4 no próximo dia 22 para "prestar solidariedade
ao tribunal". O julgamento do recurso de Lula está marcado para o dia 24.
O representante
dos juízes federais afirmou que levaria nesta tarde um pedido de providências
ao ministro da Justiça, Torquato Jardim.
"Vamos
levar um pedido para que ele [Jardim] tome medidas acautelatórias e apure as
responsabilidades já dos atos convocatórios. Primeiro, se o patrimônio público
está ameaçado, é preciso que os órgãos da segurança pública, tanto o federal
quanto o estadual, tomem as providências no sentido de garantir que os prédios
públicos sejam preservados. Segundo, a questão da segurança dos magistrados,
porque uma das principais questões que a Ajufe defende e defenderá sempre é a
independência dos juízes", declarou.
"A
ministra [Cármen Lúcia] falou que o CNJ [Conselho Nacional de Justiça] é o
órgão [do Judiciário] encarregado da segurança dos prédios públicos. Diante
disso, nós vamos encaminhar ainda hoje um ofício ao CNJ pedindo
providências."
De acordo com
Veloso, os magistrados do TRF-4 e seus familiares já tiveram sua segurança
reforçada, tanto por agentes do próprio tribunal como da Polícia Federal.
Na manhã desta
segunda, Cármen Lúcia também recebeu no Supremo o presidente do TRF-4, o
desembargador federal Carlos Eduardo Thompson Flores, para tratar da segurança
no dia do julgamento.
Às 16h30,
haverá audiência entre o desembargador e a procuradora-geral, Raquel Dodge.
'ALARDE
DESNECESSÁRIO'
Para Veloso,
está havendo um "alarde desnecessário" em torno do julgamento do
recurso de Lula na segunda instância da Justiça Federal, porque não será ainda
a decisão final.
"Está
havendo um alarde sobre esse julgamento desnecessário, porque o Brasil é
pródigo em recursos. Caso venha a ser confirmada a sentença, haverá
possibilidade de recurso para o STJ [Superior Tribunal de Justiça], haverá
possibilidade de recurso para o STF, e dependendo de haver maioria ou não, o
próprio tribunal pode ser um destinatário de recursos", disse.
"O
deferimento da candidatura daquele que está sendo acusado da prática dos crimes
será feito pelo Tribunal Superior Eleitoral [TSE] e esse deferimento só vai
ocorrer a partir de agosto. Não precisa esse alarde que se está fazendo agora,
ainda dá um caminho processual muito grande a ser trilhado. Mas é preciso que a
magistratura tenha condições de independência e tranquilidade", declarou
Veloso. Com informações da Folhapress.

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