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© PT Os
deputados federais do PT Paulo
Teixeira
(SP) e Wadih Damous (RJ)
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Dois deputados
federais do PT vão
poder participar da sessão e fazer sustentações orais durante o julgamento dos
recursos do processo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado a nove anos e meio de
prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.
Advogados, Wadih Damous (PT-RJ) e Paulo Teixeira (PT) estão entre
os principais críticos da Operação
Lava Jato, principalmente das decisões da força-tarefa de Curitiba e do
juiz Sergio Moro,
responsável pela condenação de Lula e considerado parcial pelos petistas.
A participação
dos parlamentares – uma clara estratégia do PT para politizar ainda mais o
julgamento – só foi possível porque eles foram indicados como defensores pelo
presidente do Instituto Lula, Paulo
Okamotto, que também é parte no processo . O advogado Fernando
Fernandes, que vinha defendendo o petista, substabeleceu a causa para os dois
deputados.
Damous é
formado em direito pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e fez
mestrado em direito constitucional na Pontifícia Universidade Católica
(PUC-RJ). Foi presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no
Rio por dois mandatos, de 2007 a 2012. Já Teixeira é formado em direito pela
Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), do Largo São
Francisco, mesma instituição onde fez mestrado em direito constitucional.
Em março do ano
passado, Damous apresentou uma série de projetos que, se aprovados, podem
afetar desdobramentos da operação, segundo avaliação dos investigadores. Uma
proposta estabelece que processos ou procedimentos penais sejam extintos, sem
julgamento de mérito, se não forem concluídos em um ano.
Damous também
foi à Espanha – com o também deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), hoje líder
do partido na Câmara – negociar o depoimento do espanhol Rodrigo Tacla Durán, ex-advogado da
Odebrecht e crítico dos métodos de Moro e da força-tarefa de Curitiba, para
depor na CPI Mista da JBS, no Congresso, o que acabou ocorrendo.
Já Paulo
Teixeira confrontou Moro durante sua participação, em março do ano passado, na
comissão da Câmara que analisa o novo Código de Processo Penal. Ao defender uma
legislação para o abuso de autoridade, o petista disse que o Congresso quer
evitar que juízes façam política partidária. O petista acusou o magistrado de
cometer irregularidades na quebra de sigilo telefônico da ex-presidente Dilma
Rousseff e na condução coercitiva de Lula, em março de 2016.
Inocente
Okamotto está
mais à vontade para trocar de advogado no dia do julgamento porque foi
absolvido por Moro. Ele era acusado de lavagem de dinheiro por intermediar as
tratativas para o armazenamento dos bens de Lula entre a OAS e a empresa
Granero. Apesar da absolvição, recorreu ao TRF4 por não concordar com o
fundamento legal que embasou a sentença de absolvição por Moro, que apontou
falta de provas materiais. O presidente do Instituto Lula quer ser absolvido
por inexistência de crime.
Politização
A ação de
Okamotto reforça a estratégia do PT e dos movimentos sociais e sindicais
aliados de politizar ao máximo o julgamento do ex-presidente, tentando
caracterizar o processo como uma perseguição contra o petista com o objetivo de
deixa-lo fora da disputa eleitoraldeste
ano.
Um dos motes
usados pelos apoiadores do ex-presidente é “Eleição sem Lula é fraude”. O petista, que lidera as pesquisas de
intenção de voto para a Presidência da República, pode ficar inelegível se for
condenado em segunda instância.
(Com Estadão
Conteúdo)

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