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Prisão de
Alexandre PInto em agosto
(Foto:
Cristina Boeckel/G1)
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Ex-subsecretário
e doleiro também foram presos no Rio; agentes cumpriram em SP outros 2 mandados
de prisão. Investigação é sobre propina em obra do BRT TransBrasil.
O ex-secretário
de Obras da Prefeitura do Rio Alexandre Pinto voltou a ser preso nesta
terça-feira (23) a pedido da força-tarefa da Operação Lava Jato. Ele já havia sido detido em agosto,
durante a operação Rio 40 Graus, que deu origem à ação desta terça, batizada de
Mãos à Obra. Em novembro, no entanto, Pinto foi libertado.
Além dos
secretários, outras quatro pessoas foram presas nesta terça, duas delas em São Paulo. Um sexto alvo
de mandado de prisão ainda não foi encontrado.
Presos
preventivamente, no Rio:
- Alexandre Pinto, ex-secretário de Obras
- Vagner de Castro Pereira, ex-subsecretário
municipal de Obras e presidente da Comissão de Licitações da secretaria
- Juan Luís Bertran Bittlonch, doleiro
Presos
temporariamente, em SP:
- Rui Alves Margarido, sócio da construtura Dynatest
- Eder Parreira Vilela, gerente administrativo da
construtura Dynatest
O G1 ainda não conseguiu contato
com a defesa dos presos.
A investigação
é sobre um esquema de propinas envolvendo obras do BRT TransBrasil. O sistema
de transporte rápido que ainda é construído no Rio tem custo previsto de R$ 1,4
bilhão. Segundo os investigadores, o esquema de propina era comandado por
Alexandre Pinto.
Ex-secretário
municipal de obras Alexandre Pinto é preso em operação da PF
Também estão
sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, expedidos pela juíza
substituta da 7ª Vara Criminal Federal, Caroline Vieira Figueiredo – o juiz
Marcelo Bretas está de férias.
Agentes da PF
chegaram por volta das 6h no prédio da Secretaria Municipal de Conservação e
Serviços Públicos, no Estácio. Pouco antes das 7h30, deixaram o local levando
documentos.
Prisão em
agosto
Pinto já havia
sido preso no dia 3 de agosto do ano passado, no mesmo condomínio de luxo onde
mora na Taquara, na Zona Oeste do Rio. Na época, foi um dos dez alvos da
operação Rio 40 Graus. De acordo com o Ministério Público Federal, o grupo era
suspeito de receber R$ 35,5 milhões em propina de obras públicas. O pedido de
prisão teve como base a delação da empreiteira Carioca Engenharia.
Segundo os
delatores, a propina era cobrada nas obras do corredor de ônibus Transcarioca e
nas obras de drenagem de córregos da Bacia de Jacarepaguá. De acordo com o MPF,
Alexandre é suspeito de cobrar 1% do valor das obras e chegou a receber
dinheiro no canteiro de obras. Uma pessoa do Ministério das Cidades também
recebia 1%, já que as ações eram realizadas com recursos de Brasília.
Alexandre exigiu mais de R$ 7,5 milhões,
segundo o MPF. De acordo com o primeiro pedido de prisão, os familiares
do ex-secretário compraram imóveis e carros para lavar o dinheiro.
Em depoimento
logo após ser preso, ele negou
participação no esquema de fraudes e recusou a oferta de um acordo
de colaboração premiada.
O ex-prefeito
Eduardo Paes se pronunciou na época da primeira prisão afirmando que Alexandre
Pinto era um servidor de carreira da Prefeitura do Rio e que a escolha dele
para a Secretaria Municipal de Obras não teve nenhuma relação política. Ele
afirmou ainda que, caso as acusações fossem comprovadas, seria “uma grande decepção”.
No dia 13 de
setembro, Alexandre e outras dez
pessoas viraram réus na operação Lava Jato após o juiz Marcelo
Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, aceitar denúncia oferecida pelo Ministério
Público Federal do Rio de Janeiro. O ex-secretário de Paes foi solto em
novembro.
Por Leslie Leitão, Bruno Albernaz e Diego
Sarza, TV Globo, G1 Rio e GloboNews

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