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Sauler
Sakalem, subsecretário da Seap sendo
homenageado
na Câmara do Rio (Foto: Divulgação)
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Benefício
teria sido concedido no dia dos namorados, para serem distribuídos por
integrantes de facção. Segundo promotores, prática se repetiu com a videoteca
para o ex-governador Cabral
Traficantes da
maior facção criminosa do RJ comemoraram o dia dos namorados de 2017
distribuindo 500 brindes entre liquidificadores, secadores e chapinhas de
cabelo para as suas mulheres, segundo denúncia do MP estadual. De acordo com o
órgão, a festa não aconteceu em um bunker longe dos olhos da polícia ou em um
ponto de venda de drogas numa favela. A distribuição ocorreu no interior do
presídio de Bangu 3, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste da cidade, onde
estão presos os chefes da facção.
Segundo os promotores,
as mulheres de presos levaram o material embora após recebê-lo no interior do
presídio.
De acordo com
promotores do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), do
Ministério Público, a prática é "há muito conhecida pela subsecretaria de
Gestão da Seap que, presidida pelo réu Sauler Sakalem, indica e orienta
internos do sistema". O subsecretário Sauler Sakalem é um dos servidores
afastados do cargo por ordem judicial após pedido do MP na semana passada.
Os outros foram
o secretário da pasta, Erir Ribeiro da Costa Filho, além de Alex Lima de
Carvalho, Fernando Lima de Farias, Fábio Ferraz Sodré e Nilton Cesar Vieira da
Silva, que ocuparam cargos de direção das cadeias públicas José Frederico
Marques, em Benfica, e Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8.
O governo do RJ está recorrendo do
afastamento. Defende que a saída desses servidores de seus cargos
deixaria a Seap "acéfala" e "ameaçaria a segurança dos internos
e das pessoas". O G1 apurou que mesmo notificados do afastamento pela
Justiça, os servidores foram à Seap e estiveram em seus postos na sexta-feira
(19).
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Coronel Erir
Ribeiro da Costa Filho, exonerado do
comando da PM do RJ (Foto: Reprodução Globo
News)
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De acordo com
investigação do Ministério Público, os traficantes, presos em Bangu 3, foram
orientados por Sauler Sakalem a forjarem ao juiz da Vara de Execuções Penais
(VEP) que teriam recebido de uma igreja a doação dos 500 eletrodomésticos. O
Ministério Público garante que a subsecretaria de Gestão, da qual Sauler fazia
parte, orientava internos a realizar esse tipo de prática para burlar a
fiscalização.
Os promotores
dizem que assim Sauler e outros servidores orientaram o ex-governador Sérgio
Cabral a forjar a doação de um aparelho de TV, a famosa videoteca que acabou não sendo instalada em Benfica.
Segundo os promotores, a farsa caiu ao descobrirem em depoimentos que a igreja
não havia doado a TV ao ex-governador ou a outro preso qualquer.
O G1 solicitou,
nesta segunda-feira (22), à secretaria que gostaria de falar com o coronel
Erir, seu subsecretário Sauler e os outros servidores sobre as informações do
Ministério Público estadual. Não obteve resposta.
Na tarde desta
segunda, o governo estadual, através da Procuradoria Geral do Estado, deu
entrada no Tribunal de Justiça com o pedido para que fosse anulada a decisão do
juiz Eduardo Antonio Klausner que determinou o afastamento destes servidores.
Por Marco Antônio Martins, G1 Rio


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