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© Folhapress Presidente
da Câmara dos Deputados
Rodrigo Maia (DEM-RJ) – 14/12/2017
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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo
Maia, (DEM-RJ) afirmou neste domingo, 14, que é “viável” a aprovação da
reforma da Previdência em fevereiro por parlamentares daquela
instituição. “É viável, porque cinco governadores já não pagaram décimo
terceiro (salário), e se a situação continuar vai aumentar isso”, destacou em
conversa com jornalistas em Nova York. “A capacidade de
investimento dos Estados é muito pequena. A cada três meses aparece algum
pleito de governo de Estado tentando aprovar alguma lei para aprovar um fluxo
de caixa de curto prazo”, ressaltou. “O que eu tenho dito a eles é que não
adianta mais a gente encontrar soluções de curto prazo se nós não
reestruturarmos as contas públicas brasileiras.”
Maia ressaltou que sua
consideração foi muito bem recebida pelos governadores. “Eu estive com o
governador Fernando Pimentel (MG) no final do ano, essa semana
com o governador Raimundo Colombo (SC), e a gente espera nos
próximos dias retornar ao Brasil e conversar com outros governadores para ter
as condições necessárias de aprovação da reforma.” O presidente da Câmara,
contudo, ressaltou que aprovar a reforma da Previdência em fevereiro não será
uma tarefa fácil. “Sempre fui muito realista com este tema”, disse Maia.
Segundo ele, o governo tinha 360 deputados na base no final de 2016, mas o
número foi reduzido para 250 quando o governo conseguiu barrar na Câmara a
segunda denúncia contra o presidente Michel Temer feita pela Procuradoria-Geral
da República. “Então, você tem que recompor 70, 80 votos, porque a decisão do
governo depois da votação da primeira denúncia foi afastar quem não votou a
favor do presidente”, destacou.
“Isso abriu um problema, que
estava colocado: como faz para ter 308 votos (para aprovar a reforma da
Previdência)?”, ressaltou o presidente da Câmara. “Por isso eu sempre digo que
a reforma é urgente, ela precisa ser aprovada, mas precisa reconstruir uma base
de 80 deputados para ter conforto para ir a plenário”, afirmou. “Muitos
deputados, ainda mais em ano eleitoral, se não tiverem muita clareza de que há
uma base sólida para aprovar, acabam não votando ou nem comparecendo no dia da
votação.” Segundo Maia, reconstruir uma “base sólida” com 320 ou 330 deputados
“não é fácil”, pois vai precisar de “muito diálogo, do envolvimento de outros
políticos como os governadores, que serão beneficiados diretamente.”
Para o presidente da Câmara dos
Deputados, “o desafio é poder agregar, somar esforços, para que não apenas com
a base do presidente (Michel Temer) hoje a gente consiga ampliar um pouco esse
número para poder ter 320, 330 votos no dia da votação”. Maia está em viagem
aos EUA e nesta segunda-feira, 15, deve ter um encontro com o secretário-geral
da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, onde tratará, entre
outros temas da questão que envolve refugiados da Venezuela no Brasil e o
interesse da ONU de que tropas brasileiras possam ir à África.
Eleição
Na conversa, Maia também comentou
as especulações sobre uma possível candidatura a presidente. “Eu não sou
candidato. Entre a aventura e o risco tem um caminho muito longo para você ser
candidato a presidente. Agora, eu analiso cenários. De fato, como eu tenho dito
sempre, a eleição no Brasil é uma eleição aberta. Isso gera mais insegurança.
Eu não estou preocupado”, disse. “Talvez se eu estivesse preocupado com eleição
eu estaria ouvindo muitos dos meus amigos dizendo que eu não deveria manter a
votação da reforma da Previdência”, ressaltou o presidente da Câmara. “A minha
preocupação com as eleições agora é nenhuma.”
VEJA.com

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