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Procurador
Deltan Dallagnol participou de evento no Riocentro
na manhã desta terça (28) (Foto: Alba Valéria
Mendonça / G1 Rio)
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'É uma
amostra do que acontece no Brasil', afirmou o procurador da república Deltan
Dallagnol.
O procurador da
República Deltan Dallagnol afirmou, na manhã desta terça-feira (28), que o Rio
de Janeiro se transformou numa amostra do prejuízo que à corrupção pode causar
à sociedade. “No Rio de Janeiro a corrupção se tornou palpável em sofrimento
humano. Ele é uma amostra do que acontece no Brasil. No Rio, a corrupção ficou
muito visível pelo rombo que ela causou, pela ineficiência econômica que se
associa com a corrupção”, disse procurador.
Ele voltou a
atentar para a importância da próxima eleição, que, segundo ele, vai decidir se
o país quer ou não a continuar a combater a corrupção. Dallagnol disse que
políticos e partidos desonestos colocaram em cargos públicos pessoas incumbidas
de arrecadar propina. Isso, segundo ele, cria um círculo vicioso. “Isso torna a
sociedade prisioneira de um ciclo corrupto de arrecadação”, disse o procurador,
após palestra para auditores internos de empresas na 38ª Coinbra, no Riocentro,
na Zona Oeste.
O procurador
também disse que a decisão da Alerj de soltar deputados presos desequilibra os
poderes. “O Supremo diz que quando impõe uma decisão de resguardo, de
afastamento, de prisão, a última palavra caberia ao Legislativo. No meu
entendimento, isso acaba desequilibrando o sistema entre os poderes. A última
palavra deveria ser do Judiciário”, disse Dallagnol.
Nesta
segunda-feira, em evento conjunto das Forças-Tarefa de Rio, Paraná e São Paulo,
Deltan afirmou que 2018 era o ano da "Batalha final" da
Lava-Jato.
"2018 é o
ano da Batalha Final da Lava-Jato porque as eleições de 2018 determinarão o
futuro da luta contra a corrupção do nosso país. Deputados federais e senadores
que determinarão se existirão ou não retrocessos na luta contra a corrupção e
se existirão reformas e avanços que possam nos trazer um país mais justo com
índices efetivamente menores de corrupção e de impunidade", diz ele.
Por Alba Valéria Mendonça, G1 Rio

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