Porta-aviões chinês Liaoning chega em Hong Kong: Pequim mostra os músculos contra independentistas; veja fotos

O porta-aviões chinês Liaoning em navegação
em Hong Kong (Foto: France Presse)
Navio de guerra, construído na década de 80 na União Soviética, foi abandonado até que foi comprado para se tornar um cassino em Macau. Em seguida, o governo chinês decidiu modernizá-lo e torná-lo seu único porta-aviões.
O porta-aviões Liaoning, o único navio de guerra dessa classe de propriedade da China, chegou na última sexta-feira (7) em Hong Kong em visita oficial. Essa foi a primeira ocasião em que a embarcaçnfrentaram longas filas para subir no navio de guerra orgulho da marinha chinesa, mas que foi construído na década de 1980 na União Soviética. Após o colapso do bloco oriental, o navio foi abandonado no Mar Negro, até que nos anos 1990 foi comprado por um empresário para ser transformado em um cassino flutuante em Macau. Mas o governo chinês decidiu entrar nessa jogada, comprou o navio e o fez passar por uma longa reforma que modernizou seus equipamentos e o deixou apto para combates marítimos.
Escolão foi revelada ao público, que também pode visitá-la. E foi um sucesso: milhares de pessoas eha política
A escolha do governo chinês por Hong Kong como primeira etapa pública do Liaoning não foi casual. Faz parte dos esforços para aumentar o patriotismo dos cidadãos locais em ocasião da comemoração do 20º aniversário do retorno da ex-colônia britânica sob a soberania de Pequim, mesmo que sob administração especial.
Entrada triunfal
O Liaoning foi escoltado até o porto de Hong Kong por dois contratorpedeiros e uma fragata. No convés principal, os marinheiros da Marinha de Libertação Popular da China formaram as palavras chinesas "Olá Hong Kong" para cumprimentar os cidadãos em frente aos arranha-céu da ilha de Hong Kong.
Claro recado político
A visita também é recado para os independentistas de Hong Kong: nenhuma forma de rebeldia ao governo central será tolerada. "Todos os esforços para colocar em risco a soberania nacional, para desafiar a autoridade do governo central e a lei fundamental de Hong Kong, para utilizar Hong Kong para atingir - ou sabotar - a China continental, cruzam uma linha vermelha e são absolutamente inadmissíveis", declarou Xi Jinping durante um discurso realizado na ocasião da posse da nova chefe do executivo de Hong Kong. Pouco depois, na baía da antiga cidade-estado apareceu a Liaoning.
Sucata soviética ou arma poderosa?
O navio, pertencente a classe Kuznetsov e denominado em época soviética de “Varyag”, foi construído em um estaleiro ucraniano no final dos anos 1980. Após o colapso da União Soviética, o porta-aviões permaneceu esquecido por anos no Mar Negro, até que em 1998 foi comprado por US$ 20 milhões em 1998 por um misterioso empresário de Macau, que queria transformá-lo em um cassino flutuante.
Ele foi trazido pelo Bósforo até a China, contornando o Cabo da Boa Esperança e circumnavegado a África inteira. Mas logo que chegou na China o governo de Pequim tomou conta do navio e o transformou de novo em uma embarcação bélica. A remodelação do navio ocorreu na cidade portuária de Dalian, no nordeste da China.
O Liaoning é o primeiro porta-aviões da Marinha da China em atividade. O navio tem 300 metros de comprimento e pesa mais de 60 mil toneladas, sendo equipado com 24 caças Shengyang J-15O Liaoning é o primeiro porta-aviões da Marinha da China em atividade.
Primeiro porta-aviões nacional
Entretanto, em abril passado Pequim lançou o primeiro porta-aviões construído inteiramente na China, chamado ainda Tipo Provisório 0001a. O novo casco de 70 mil toneladas também foi produzido nos estaleiros do porto de Dalian: longa 315 metros de largura e 75 a 70 mil toneladas de peso e é capaz de manter uma velocidade de cruzeiro de 31 nós. Deverá entrar em operações em 2020.
Pequena aldeia de duas mil pessoas
Mais de duas mil pessoas vivem no navio, sob o comando do Almirante Dion Yi. Além dos militares, dezenas de cozinheiros e pessoal de limpeza. Homens e mulheres têm alojamento separado. Para ir de um ambiente para outro cada marinheiro deve utilizar seu próprio crachá, enquanto para ser autorizado a entrar na área das mulheres é necessário utilizar scanners de impressões digitais.
Comida étnica a bordo
Com cerca de 20 grupos étnicos diferentes a bordo, a comida é particularmente variada. O navio oferece 10 cantinas, incluindo uma dedicada exclusivamente aos muçulmanos. A bordo são consumidas entre duas e quatro toneladas de alimentos por dia.
O interior do navio está equipado com mais de 3,8 mil cabines para dormir, salas para comer, academias e lavanderias. Existe uma sala de jantar e uma pequena loja onde marinheiros podem comprar vários produtos. O maior local é o hangar onde estão os aviões, helicópteros e caças de guerra.

Por G1
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