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Manifestante
mascarado se senta em meio a avenida durante
protesto
contra Nicolás Maduro, em Caracas, na quarta-feira (19)
(Foto:
Ronaldo Schemidt / AFP)
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Secretário geral critica a
repressão contra os manifestantes e a convocação de uma Assembleia Constituinte
por parte de Maduro.
O secretário-geral da Organização
dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, afirmou nesta quarta-feira (19) que
o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e outros membros da cúpula do governo
têm "responsabilidade penal" sobre os mortos na onda de protestos,
segundo a France Presse.
"O regime (venezuelano)
persiste com a violação sistemática da Constituição e com o uso sistemático da
repressão violenta, os únicos meios que lhe permitem se manter no poder",
escreveu Almagro em seu terceiro relatório sobre a Venezuela e o primeiro após
o início da atual onda de protestos, em 1º de abril.
"A cadeia de comando começa
no topo da estrutura hierárquica. Têm responsabilidade penal os que elaboram a
política e planejam a estratégia de repressão, assim como os que participam e
são cúmplices da aplicação desta política", de acordo com a France Presse.
Em seu relatório de 60 páginas,
dirigido ao presidente do Conselho Permanente da OEA, embaixador brasileiro
José Luiz Machado e Costa, Almagro critica a repressão contra os manifestantes,
assim como a convocação de uma Assembleia Constituinte por parte de Maduro.
"O presidente Maduro, seu
vice-presidente e seu Gabinete dão instruções à direção das forças militares e
aos corpos policiais (...). Estas organizações, junto com suas contrapartes
regionais e o aparato de segurança paramilitar, os chamados coletivos, executam
as ordens emanadas do Poder Executivo", destaca o relatório.
"A responsabilidade pelos
crimes perpetrados recai tanto sobre os que estão na ponta da pirâmide
organizacional como sobre os que apertam o gatilho ou empregam armas de
tortura".
"A escalada da violência, que
até agora já deixou um rastro de mais de 100 vítimas civis, culminou com o
ataque à Assembleia Nacional, o símbolo da Venezuela democrática, em 5 de
julho".
O documento inclui uma lista com
os nomes e dados de 92 pessoas mortas (até o dia 10 de julho) nos protestos na
Venezuela.
Na terça-feira (18), o Ministério
Público da Venezuela informou que investiga a morte de um homem identificado
como Héctor Anuel, que foi queimado durante uma manifestação no estado de
Anzoategui.
Greve geral
A oposição convocou para esta
quinta-feira uma greve geral no intuito de aumentar a pressão contra a
iniciativa do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de criar uma Assembleia
Constituinte.
O processo, criticado pela
oposição e pela comunidade internacional, na prática, vai estender o mandato de
Maduro.
Por G1

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