Justiça converte em preventiva prisão de três suspeitos de estupro na Zona Norte do Rio

Três homens foram presos e quatro menores
apreendidos por suspeita de estupro coletivo
Polícia prendeu três homens e apreendeu 4 menores em flagrante após crime. Segundo polícia, menina era vítima de abuso sexual desde os 9 anos de idade.
Três suspeitos presos pelo estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos, em Ricardo de Albuquerque, Zona Norte do Rio, tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça do Rio na tarde desta quarta-feira (5). Um dos homens é dono da casa onde teria ocorrido o estupro. Após audiência de custódia, o juiz Marco Couto decidiu que a prisão é "conveniente" para que a vítima tenha tranquilidade necessária para depor em juízo.
De acordo com o depoimento da vítima, o crime ocorreu na noite de segunda-feira (3), quando foi obrigada a manter relações sexuais com todos os envolvidos. A polícia também apreendeu quatro menores que teriam participado do crime. Eles foram encaminhados para o Juizado da Infância e Adolescência.
A menina é vítima de abusos desde os nove anos. Segundo a polícia, não há detalhes sobre quem teria cometido esse primeiro abuso.
O estupro coletivo, segundo as investigações, ocorreu em uma casa em construção, que fica a menos de 500 metros da delegacia. De acordo com o delegado Renato Perez, a vítima aceitou ir para o local junto com ex-namorado, de 16 anos. Quando chegou lá, foi surpreendida por outros quatro elementos, que já estavam na casa.
Posteriormente, outros dois homens chegaram na casa e assistiram ao estupro. Eles não participaram ativamente, mas também foram presos pelo estupro. A polícia não sabe se o crime foi filmado ou fotografado. A vítima deixou o bairro com a família devido às ameaças dos parentes dos presos. A menor ainda não está no programa de proteção à testemunha e está fora do Rio.
"A vitima veio à delegacia por volta de 2h, 3h da manhã. Durante o registro, ela, fragilizada, não conseguiu identificar todos, mas conseguimos correr atrás de todos eles. Os primeiros presos passaram as informações de todos eles", afirmou o delegado.
Segundo ele, havia camisinhas no local, mas a vítima tomou o coquetel anti-HIV.
"A alegação deles é a de praxe: que foi sempre consentido, e que só depois ela reclamou", afirmou o delegado.
Dois dos presos, maiores de idade, já foram presos por roubo. A polícia acredita que o ex-namorado premeditou o crime. "Quando ela entrou com ele na casa, foi surpreendida no quarto por outros quatro elementos. Esses quatro dizem que foram chamados", explicou Perez.
De acordo com o depoimento da vítima, o ex-namorado ameaçou: "Vai ter que fazer com as crias", teria dito ele. Segundo o delegado, o termo "cria" é comumente usado pelo tráfico.
Estupro ganhou repercussão internacional
No ano passado, o estupro de uma jovem de 16 anos no Morro da Barão, na Zona Oeste do Rio, ganhou repercussão internacional. A menina foi vítima de estupro por cinco homens.
Órgãos de imprensa de diferentes continentes relataram a investigação do crime e a campanha massiva que tomou as redes sociais no Brasil.
"O Brasil encara sua própria crise de Nirbhaya", escreveu o jornal The Times of India, em referência ao episódio de 2012 em que uma estudante indiana foi estuprada por uma gangue em um ônibus em movimento em Nova Déli e morreu em decorrência de graves ferimentos internos.

Por G1
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