Pezão diz que pode deixar o cargo, mas para tratar da saúde

Pezão diz que poderá deixar o governo do RJ para tratar
 da saúde (Foto: Reprodução/TV Globo)
Governador havia dito em reunião com servidores que não sabe se ficará no cargo até o fim de 2018. Ao RJTV, ele disse que isso seria por orientação médica.
O governador Luiz Fernando Pezão esclareceu, nesta sexta-feira (23), que ao ter dito não saber se chegará a concluir seu mandato no Palácio da Guanabara se referia à sua condição de saúde. Segundo ele, o médico que o acompanha o orientou a parar de trabalhar desde já.
“Falei em sair no sentido da minha saúde, que a gente nunca sabe o que vai ocorrer. Meu médico pediu para que eu parasse agora para me tratar, estou só adiando” disse Pezão em conversa por mensagens com Edmilson Ávila, do RJTV.
Pezão ficou licenciado do cargo no ano passado durante sete meses para tratamento de um linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer nas células de defesa do organismo. O tratamento teve início no final de março. Em julho, exames mostraram a resolução completa do câncer. A licença médica foi estendida ao governador até o final de outubro do mesmo ano.
Nesta quinta-feira (22), o presidente do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Rio (Muspe), Ramon Carrera, afirmou, ao sair de reunião com Pezão durante a tarde, que o governador disse "repetidas vezes" durante o encontro que não sabe se chegará ao fim do mandato, em 2018.
Os comentários teriam acontecido quando foi abordada a questão financeira do estado. "Me surpreendeu a naturalidade com que o governador disse repetidas vezes que não sabe se chegará até o fim do governo em 2018. O governador disse que não tinha um plano B e que se o acordo de recuperação fiscal não for assinado, não tem como pagar os salários", disse o representante do Muspe.
Ao repórter Edmilson Ávila, o governador também falou da expectativa de, junto ao governo federal, fechar o acordo para o plano de recuperação fiscal do estado. Por meio deste acordo, será possível ao RJ suspender o pagamento da dívida com a União além de contratar empréstimos para garantir a quitação integral dos salários dos servidores do estado.
“O Rodrigo [Maia] e o ministro [Henrique] Meirelles têm tentado ajudar muito. Vamos trabalhar pra ver se fechamos essa na próxima semana”, afirmou Pezão.
Picciani defende intervenção federal ou impeachment de Pezão
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Jorge Picciani (PMDB), disse em entrevista à rádio CBN, na manhã desta quinta-feira (22), que a solução para o estado é uma intervenção do governo federal ou o impeachment do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).
Picciani citou várias medidas de ajuste fiscal aprovadas pela Alerj e criticou a condução que seu colega de partido está dando à crise. “Aprovamos muito mais na Previdência do que eles [governo federal] pediram. Aprovamos a [venda da] Cedae [Companhia Estadual de Águas e Esgotos]. Aprovamos em cima dos incentivos fiscais o pagamento de 10% do Fundo de Equilíbrio Fiscal. Aprovamos o aumento do ITB. Aprovamos o aumento do IPVA, o aumento da energia elétrica, da cerveja e do fumo."
"Se nada disso for suficiente para ter respeito pelo Rio de Janeiro, só vai restar ao governo Temer ter a coragem de fazer a intervenção, porque o Rio não pode ficar nesse descontrole na área da segurança e da saúde, ou nós vamos fazer o impedimento”, disse o presidente da Alerj.

Por RJTV
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