Fila se forma para 'Dia D' de vacinação contra febre amarela em São Pedro

120 pessoas já estavam na fila às 6h. Fila dobra a esquina às 7h
em São Pedro. Fila já chega à frente da Lagoa de Araruama
(Fotos: Antônio Amorim/Arquivo Pessoal)
Às 7h desta quinta-feira (6), fila de cerca de 300 pessoas já dobra esquina. Vacinação vai de 8h a 18h na sede do Spec, na Praça do Canhão.
Uma extensa fila se forma no início da manhã desta quinta-feira (6) em frente ao São Pedro Esporte Clube, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio, para a vacinação contra a febre amarela. Após a confirmação de um caso de febre amarela silvestre em um morador, a cidade terá um "Dia D" de vacinação. Às 7h, cerca de 300 pessoas já esperavam para ser vacinadas; a imunização vai de 8h a 18h. A Prefeitura não informou quantas doses serão disponibilizadas neste "Dia D".
Na quinta-feira (30), a Secretaria de Estado de Saúde confirmou que o Rio de Janeiro tem nove casos confirmados da doença: sete, com uma morte, em Casimiro de Abreu, um em São Fidélis, no Norte Fluminense, e um em um morador de São Pedro da Aldeia. Em Silva Jardim, a morte de um homem que se vacinou contra a febre amarela e teve complicações é investigada.
Na sexta (31), um dia depois do caso da doença no morador de São Pedro ser confirmado, uma grande fila também se formou já no início da manhã em frente ao Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher, Criança e Adolescente (PAIMSCA). Às 6h, cerca de 120 pessoas já esperavam na fila pela dose.
Os dois pacientes com a doença em Casimiro tiveram o diagnóstico confirmado nesta quinta, segundo o Estado; eles já tiveram alta, mas são acompanhados pela equipe médica do Hospital Municipal Ângela Maria Simões Menezes.
Segundo a Prefeitura de São Pedro, serão vacinadas as pessoas com idade entre 9 meses e 60 anos; quem tiver mais de 60 anos pode se vacinar mediante autorização médica. Não serão imunizados gestantes, lactantes, pessoas que estejam com doenças imunodepressoras, doenças neurológicas degenerativas, pacientes graves de HIV, que tenham neoplasia maligna (câncer), com histórico pregresso de doença do tino ou transplantado.
Primeiros casos
Os primeiros dois casos de febre amarela foram foram identificados em Casimiro de Abreu no dia 15 de março. O pedreiro Watila Santos, 38, morreu pela doença. A secretaria de Estado de Saúde disse que todos foram contraídos na zona rural da cidade.
Após as primeiras confirmações em Casimiro, uma corrida foi iniciada para a imunização dos moradores. Um Hospital de Campanha chegou a ser montado e agilizou o atendimento.
A febre amarela silvestre é transmitida por mosquitos (Haemagogus e Sabethes) que vivem nas matas e na beira dos rios, porém, o vírus é igual ao da febre amarela urbana, com os mesmos sintomas e evolução da doença.

Do G1 Região dos Lagos
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