Pezão cria Secretaria de Apoio à Mulher e nomeia ré na Lava Jato, aliada de Cunha

Pezão e Solange durante inauguração de obras de pavimentação
 em Rio Bonito
(Foto: Clarice Castro / Divulgação / Governo do Estado do RJ)
Solange Almeida foi denunciada junto com o ex-presidente da Câmara, hoje preso. Ela diz que vai enfrentar processo de cabeça erguida.
O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), criou uma secretaria e nomeou na chefia uma aliada do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), hoje preso. Nesta segunda-feira (13), Solange Almeida (PMDB), que é ré na Operação Lava Jato, se tornou secretária de Apoio à Mulher e ao Idoso no Rio.
Ela é ex-deputada federal e foi prefeita de Rio Bonito (RJ) até o ano passado, quando decidiu não concorrer à reeleição. Quase na mesma época da campanha, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra os dois, mas a peemebedebista alega motivos pessoais para ter ficado de fora do pleito.
Cunha foi denunciado sob a acusação de receber US$ 5 milhões para viabilizar a contratação de dois navios-sonda para a Petrobras, cuja fornecedora era a Samsung. A empresa teria parado de pagar comissões ao operador Júlio Camargo ao fim dos contratos e, então, Solange Almeida teria feito requerimentos na Câmara Federal pedindo investigações sobre Camargo e a Samsung.
A denúncia diz que o texto assinado por ela tinha autoria "material e intelectual" de Cunha e foi feito para pressionar a empresa a realizar novos pagamentos.
A nova secretária diz estar tranquila e que vai enfrentar o processo na Lava Jato de cabeça erguida. Pós-graduada em políticas públicas, afirma que assumiu o desafio porque gosta muito da "parte social".
"O governador sabe de tudo, sabe da minha vida. Quando era prefeito em [Barra do] Piraí, eu era prefeita de Rio Bonito. Ele me conhece. Deve ter pesado tudo isso. Acho muito desagradável [responder ao processo na Lava Jato], mas tenho certeza da minha lisura. Vou responder de cabeça erguida".
Ao G1, Solange afirmou que não concorreu à prefeitura por conta da dificuldade financeira que a cidade viveria. "A crise estava muito grande, imensa. A situação do país estava muito difícil. Seria muita responsabilidade de tocar o município sem saber se vai arrecadar", disse.
Agora secretária, ela reconhece que será necessário usar a criatividade para driblar a falta de recursos.
"Tem que firmar parcerias para que possamos levar os projetos para os municípios e levar bem estar para as pessoas. Tem que conscientizar a população que depende de cada um envelhecer com saúde", conclui.

Por Gabriel Barreira, G1 Rio
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