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© Fornecido
por Estadão Paralisação dos peritos
será
iniciada às 9 horas em Manaus
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Peritos criminais do Amazonas
prometem interromper o trabalho no Instituto Médico Legal (IML), responsável
por reconhecer os corpos de presos mortos no massacre do Complexo Penitenciário
Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, a partir da manhã desta sexta-feira, 6. "Nós
vamos fazer uma paralisação por tempo indeterminado, com indicativo de
greve", afirmou ao Estado André Segundo, presidente em
exercício do Sindicato dos Peritos Oficiais do Estado do Amazonas (Sinpoem).
Procurada, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) não se pronunciou sobre o
assunto.
De acordo com Segundo, a
paralisação vai ser iniciada às 9h em Manaus, ou 11h, no horário de Brasília, e
será votado o indicativo de greve no Estado pelos peritos criminais. A
categoria reivindica reunião com o governador José Melo (PROS) para discutir a
reestruturação da carreira, além de melhorias nas unidades de trabalho e a
destituição de diretores dos Institutos e do Departamento de Polícia
Técnico-Científica (DPTC) do Amazonas. "Em dias normais, muitas vezes é o
perito que adquire o próprio material de trabalho. Isso só muda quando em casos
de repercussão, e por pouco tempo."
"Hoje, com o mutirão, há
colegas trabalhando o dia inteiro para reconhecer os corpos", disse o
presidente do Sinpoem. "No Estado, são 180 perito, mas o número reduz a
cada ano. Deveriam ser entre 500 e 600 para fazer um trabalho de
qualidade."
O IML de Manaus liberou mais 16
corpos de presos assassinados no massacre nesta quinta, 5, segundo a SSP-AM. Ao
todo, 34 das 56 vítimas foram liberadas, e 46 reconhecidas. Em nota, a
secretaria afirma que o reconhecimento dos corpos segue padrões internacionais
de identificação de vítimas. "Dentre as metodologias cientificamente
reconhecidas estão: papiloscopia forense (identificação por impressão digital),
odontologia legal e Exame de Genética Forense (DNA). Apenas um corpo ainda não
passou por exame de DNA, de acordo com a pasta.
Em coletiva, o diretor do DPTC do
Amazonas, Jefferson Mendes, defendeu os trabalhos realizados até o momento.
"Essa é uma das melhores equipes do País e temos insumos necessários para
identificação de todos", afirmou. "A equipe tem se dedicado bastante
nessa missão."
Cerca 60 peritos já haviam
participado de uma manifestação em frente ao Tribunal de Justiça do Amazonas
(TJ-AM) nesta quinta, onde a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF),
Carmen Lúcia, se reuniu com representantes do Judiciário e do governo do
Amazonas.
Estadão

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