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Oito
policiais ficaram feridos. PM apreendeu “manual do guerrilheiro
urbano”, de
Marighella. Facas e punhais foram apreendidos.
(Fotos:
Divulgação PM)
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O protesto chamou a
atenção da PM pela fúria contra os policiais
A cúpula da PM do DF demonstra
preocupação sobre o protesto de 2000 manifestantes na última terça-feira em
Brasília. Para a polícia, há muitas dúvidas sobre a real intenção dos
manifestantes, que foram a Brasília para tentar impedir a votação da chamada
PEC 55, que limitou o teto de gastos públicos nos próximos 20 anos. Há um
conjunto de acontecimentos que deixaram os militares preocupados,
principalmente a fúria dos manifestantes e a falta de reivindicações claras. A
PEC foi aprovada no Senado na manhã de terça-feira.
O coronel Hêlbert Borges, chefe da
Comunicação Social da PM, diz que os manifestantes não avisaram sobre a
realização do protesto. Vieram em ônibus de Minas, Paraná e Goiás como um
exército silencioso. Ao contrário de protestos anteriores, dessa vez a polícia
não conseguiu identificar os organizadores e não havia lideranças. Os
militantes não estão vinculados a nenhuma organização sindical, estudantil ou
partidária. O coronel diz que a PM não
os impediu de entrar na cidade, mas apenas fez as revistas necessárias.
Borges afirma que o que mais
chamou a atenção foram as agressões gratuitas contra a polícia. Eles feriram
oito policiais, com pedradas, pauladas e chutes. “Esse foi um evento
diferenciado. Era como se fosse uma milícia organizada, uma tropa. Eles machucaram
os policiais”, lamenta o coronel Borges. Segundo a PM, os manifestantes
utilizaram coquetéis molotov, facas, punhais, porretes e até garfos. Utilizaram
também estilingues para lançar bolinhas de gude e pedras contra os policiais. A
PM apreendeu máscaras e roupas que eles levaram para trocar após os protestos.
Segundo o coronel, 88
manifestantes foram detidos, para prestar depoimento. Borges diz que a grande
maioria não portava documentos, para dificultar a identificação. Durante os
protestos, destruíram vários carros numa concessionária e portas de bancos e de
lojas. Um ônibus foi queimado. Para a PM, atacavam símbolos capitalistas. A PM
e a Polícia Civil estão investigando se houve uma coordenação única para os
protestos em Brasília, Rio e São Paulo, onde atacaram a sede da Fiesp. Em
Brasília, chamou a atenção da polícia a cópia do “manual do guerrilheiro
urbano”, do guerrilheiro Carlos Marighella, encontrada em um dos ônibus
alugados para trazer parte do grupo a Brasília.
Veja.com
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